Madre Paula de Odivelas

Religiosa portuguesa, Paula Teresa da Silva e Almeida, a mais célebre amante do rei D. João V, nasceu a 30 de janeiro de 1718, em Lisboa. Neta de João Paulo de Bryt, antigo soldado da guarda estrangeira de Carlos V e, mais tarde ourives em Lisboa, Paula Teresa entra, aos 17 anos, para o convento de Odivelas. Depois de um ano de noviciado, aí professa.
Bela e jovem, rapidamente conquista o coração de D. João V, frequentador do convento de Odivelas. D. Francisco de Portugal e Castro, conde de Vimioso, que mantinha relações com Soror Paula, teve de a deixar a favor do soberano. Esta passa a ser sua amante, tornando-se Madre do Convento e passando a receber todas as atenções do rei e uma generosidade extensiva à sua família. Em Memorial do Convento, de José Saramago, o rei caracteriza Madre Paula como "flor de claustro perfumada de incenso, carne gloriosa" (editorial Caminho, pág. 158).
Das relações da Madre Paula com D. João V nasce, a 8 de setembro de 1720, o infante D. José, chamado um dos "Meninos de Palhavã" (por ter sido criado neste palácio, como D. António e D. Gaspar, filhos de outras amantes do rei), que se forma em Teologia pela Universidade de Coimbra e chega a inquisidor-mor em 1758.
Madre Paula vive sumptuosamente, mesmo após a morte do rei. Vem a falecer com 67 anos, sendo sepultada na Casa do Capítulo do Convento de Odivelas.
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