Marcello Lippi

Treinador italiano de futebol, nascido a 11 de abril de 1948, em Viareggio, na Itália, conquistou o título mundial em 2006, quando orientava a seleção do seu país.
Lippi foi jogador de futebol, tendo representado na sua juventude, entre os 15 e os 21 anos, o modesto clube Stella Rossa Viareggio. Em 1969, tornou-se profissional quando passou a representar a Sampdoria, da 1.ª divisão italiana. Lippi, que alinhava a defesa central, jogou até 1982, tendo representado a Sampdoria durante mais de dez anos. Alinhou ainda pelo Savona e pelo Pistoiese. Por duas vezes, representou a seleção italiana de sub-23.
Depois de abandonar a carreira de futebolista dedicou-se de imediato a ser treinador. Começou por orientar as equipas jovens da Sampdoria, o que aconteceu durante três anos, de 1982 a 1985. Em 1989, Marcello Lippi teve pela primeira vez a oportunidade de treinar uma equipa da Série A, a 1.ª divisão italiana, a que se seguiram Lucchese, Atalanta e Nápoles, antes de ser contratado pela Juventus, um dos grandes clubes italianos, em 1994. Numa primeira fase, Lippi esteve cinco épocas na Juventus, ao longo das quais ganhou três campeonatos de Itália (1994/95, 1996/97 e 1997/98) e a Taça de Itália 1995. Em 1995/96, a Juventus ganhou a Liga dos Campeões, a mais importante prova europeia de clubes, e Marcello Lippi contava na equipa titular com o futebolista português Paulo Sousa. Na temporada seguinte, o clube italiano ganhou a Taça Intercontinental e a Supertaça Europeia.
Em 1999/2000, Lippi passou a treinar o Inter de Milão, outro dos grandes clubes de Itália, mas não conseguiu alcançar nenhum título e acabou por abandonar a equipa logo no início da época seguinte.
Em 2001/2002, regressou à Juventus e logo nessa época voltou a ganhar o campeonato de Itália, feito que repetiu um ano mais tarde.
Em 2004, foi designado selecionador de Itália, tendo conseguido o apuramento para o Mundial de 2006, a disputar na Alemanha. Marcello Lippi viria a ganhar o campeonato do mundo com a Itália, depois de bater na final a França. A Itália venceu por 5-3 no desempate por grandes penalidades, já que o jogo terminou 1-1. Poucos dias depois de terminar o campeonato, Lippi abandonou o comando técnico da seleção.
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