Marinha na Grécia Antiga

Desde tempos remotos da história, os povos fixados nas regiões do litoral usufruíram do mar para desenvolver atividades piscatórias e comerciais através da utilização de embarcações apetrechadas para enfrentar inúmeros perigos, tanto de ordem natural como de ordem humana.
A defesa destas embarcações suscitou a necessidade de haver pessoal armado a bordo e, posteriormente, as embarcações passaram a ter armamento simultaneamente ofensivo e defensivo.
De início, os barcos serviam as duas funções: a guerreira e a comercial. Contudo, desde cedo que se registou uma tendência para haver uma nítida separação entre a construção de dois tipos de barcos distintos. Os egípcios antigos tinham já uma construção naval, embora muito incipiente, depois aperfeiçoada pelos fenícios e pelos gregos. As galés fenícias tinham, numa primeira fase, uma ordem de remos, que mais tarde evoluiu para duas ou três, respetivamente, os birremes e os trirremes, permitindo a colocação dos remadores em alturas diferenciadas e o aumento da cedência e velocidade da embarcação.
Este género de embarcação tinha como principal arma de ataque um esporão colocado à proa, usado em caso de combate, pois o objetivo destas galés era abalroar os barcos inimigos e rasgar o seu costado.
Os Persas, após terem dominado a região da Ásia Menor, voltaram-se para a Grécia; todavia foram travados pela força da armada grega que, na Batalha de Salamina, cerca 480 a. C., derrotou por completo os persas. O sucesso da marinha grega nesta batalha naval foi inteiramente conseguido pelas suas galés que, além desta ação militar, haviam permitido aos gregos a sua instalação na Sicília e no Sul de Itália por volta de 800 a. C., e a supremacia sobre o Mediterrâneo até à chegada dos romanos, no último quartel do século III a .C..
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