Menés

Menés terá sido o primeiro monarca a reinar sobre o Egito unificado (com base na Pedra de Palermo, que designa como tal Horus Menés), e, por conseguinte, o primeiro da I Dinastia, que constaria de oito governantes. Não existem certezas sobre a identidade deste rei, que poderá ter sido um só ou vários de acordo com o que chegou à posteridade, a junção das histórias de mais de um rei. Neste último caso, as hipóteses apontam para Narmer e Aha, identificando-se por vezes Narmer com Menés e outras com Aha. As razões destas assimilações prendem-se com o achado de um objeto de marfim em Nagada com o nome de Men e de Aha e de selos em vasos de Abidos com os de Men e Narmer. Dada a identificação que alguns estudiosos propõem de Menés com Narmer não se sabe com exatidão se a tarefa de unificação do Alto e do Baixo Egiptos se ficou a dever a um, a outro, ou a uma única personagem que aparece com ambos os nomes.
No Papiro Real de Turim, Menés representa o ponto de transição da época de governo levado a cabo por divindades para aquela em que os reis passaram a ser não só divinos como também humanos, algo que se estenderia até ao período de domínio romano.
Menés (denominação grega) foi também conhecido como Mni, Menas, Min e Minaios e atribui-se-lhe a fundação das cidades de Mênfis e Crocodilópolis. Com um reinado que se estendeu de cerca de 3050 a. C. a cerca de 2990 a. C., testemunhos de contemporâneos seus como Maneton, Heródoto e Diodoro Sículo relatam a inserção da veneração a determinadas divindades, da construção do dique que permitiria a construção da cidade de Mênfis e da instituição de um código de leis. Crê-se que terá sido sepultado em Abidos juntamente com a sua mulher, que se presume ter sido Neithotep.
Como referenciar: Menés in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-12-01 15:59:35]. Disponível na Internet: