mitologia mesopotâmica e persa
Entende-se por mitologia mesopotâmica aquela que pertencia aos inúmeros povos que viveram na região dos rios Tigre e Eufrates, como os Sumérios, que se estabeleceram na parte sul da Babilónia cerca de 5000 anos a. C., os Assírios, que viveram no norte da Mesopotâmia a partir do ano 3000 a. C., os Elamitas e os Babilónios, que se seguiram aos Sumérios e Acadianos. Estes últimos criaram deuses a partir de animais, e as línguas destes povos eram consideradas as dos deuses. Eram povos que tinham, quase todos, as mesmas divindades, variando apenas os nomes e algumas características, como se pode verificar nas divindades babilónicas e assírias. Os deuses Bel (o que impõe a ordem), Anu (o do Tempo) e Nuah (o da inteligência) foram os deuses criadores.
Para os Sumérios a Terra (Ki) e o Céu (An) tinham nascido de Nammu (ou Abzug), o Mar. Dos dois nasceu o Ar (Enlil) que por sua vez deu à luz a Lua (Nanna). De Ki e Enlil nasceu o deus da Sabedoria e da Água, Enki, que ordenou o Universo. Os homens foram criados a partir da moldagem em barro feita por Nintu, irmã de Enki.
Na Suméria havia templos dedicados aos deuses, sendo a imagem da divindade posta num recinto interior retangular chamado "cella". Nestes templos havia cantores, sacerdotes e sacerdotisas e músicos. Na cerimónia do Ano Novo o rei casava-se simbolicamente com a deusa da Fertilidade, Ishtar (Inanna ou Astarte). Os Babilónios acreditavam que tinha sido Marduk, deus que ressuscitava os mortos, quem tinha criado os Homens dos ossos e do sangue de outro deus chamado Kingu.
Cada deus tinha um planeta: Samash (ou Shamash) o Sol, Sin a Lua, Ishtar tinha Vénus, Adar, deus da caça, tinha Saturno, o deus da sabedoria Nebo tinha Mercúrio, o criador Marduk tinha Júpiter e Bin era o deus da Atmosfera. Pode fazer-se um paralelo com os deuses romanos que tinham nomes de planetas, pois as características deles são quase idênticas. A mitologia persa é uma mistura de conceitos e divindades dos povos que viveram no atual Irão, começando pelos Árias, Indo-europeus, seguindo-se os Assírios e Babilónios e chegando aos Persas em 538 a. C. A primitiva mitologia persa teria tido origem na da Índia, mais propriamente nos Hinos Védicos, como se pode verificar pela semelhança de nomes e de características. É difícil reconstituir a mitologia persa pois quando surgiu a doutrina de Zoroastro (ou Zaratustra, considerado profeta, curandeiro e sábio) foi destruído quase tudo o que se relacionasse com ela. A doutrina dualista (por haver uma oposição luz-escuridão) de Zoroastro, também chamada de mazdeísmo (ou masdaísmo) por se centrar no deus supremo Mazda (ou Masda), foi um passo muito importante para a implantação do cristianismo, pois pregava princípios como o da caridade, o de atingir a perfeição pela contemplação e o julgamento depois da morte consoante a quantidade de boas e más ações feitas na Terra, além de ter episódios na sua vida semelhantes aos de Cristo, como o das tentações no deserto. Tinha uma casta de sacerdotes denominados Magos (à qual pertenciam os Reis Magos que adoraram o Menino Jesus em Belém). Pode facilmente verificar-se que os rituais sangrentos e lúbricos da mitologia primitiva não tinham lugar nesta forma de conceber a vida. Esta religião tinha adeptos também na Grécia e na Índia e o livro com os preceitos intitulava-se Zendavestá. Semelhante a esta existiu a do maniqueísmo, centrado em Manés, um "iluminado" que se serviu de elementos cristãos para a formular. Existiu também o mitraísmo, centrado no deus ariano Mitra, com algumas características semelhantes às do cristianismo.
Havia dois deuses antagónicos, Angra-Mainyu (das Trevas e da Morte) e Ahura-Mazda (criador da Vida). Este último tinha uma corte de divindades que o ajudavam a reger o mundo, chamadas Amchapends. O fogo era um elemento muito cultuado, que se tornou símbolo do filho de Ahura-Mazda, Atar. Este pertencia aos Yazatas, que com os Fravachis eram génios benfazejos. Por sua vez, Angra-Mayniu tinha os Daêvas para o ajudarem nas suas tarefas malignas e os génios maus, os Pairikâs, Yatus e Drujs. O deus Haoma, que representava a imortalidade, era inicialmente uma bebida que dava vida eterna.
Houve também um culto aos antepassados na dinastia persa dos Arsácidas.
Para os Sumérios a Terra (Ki) e o Céu (An) tinham nascido de Nammu (ou Abzug), o Mar. Dos dois nasceu o Ar (Enlil) que por sua vez deu à luz a Lua (Nanna). De Ki e Enlil nasceu o deus da Sabedoria e da Água, Enki, que ordenou o Universo. Os homens foram criados a partir da moldagem em barro feita por Nintu, irmã de Enki.
Cada deus tinha um planeta: Samash (ou Shamash) o Sol, Sin a Lua, Ishtar tinha Vénus, Adar, deus da caça, tinha Saturno, o deus da sabedoria Nebo tinha Mercúrio, o criador Marduk tinha Júpiter e Bin era o deus da Atmosfera. Pode fazer-se um paralelo com os deuses romanos que tinham nomes de planetas, pois as características deles são quase idênticas. A mitologia persa é uma mistura de conceitos e divindades dos povos que viveram no atual Irão, começando pelos Árias, Indo-europeus, seguindo-se os Assírios e Babilónios e chegando aos Persas em 538 a. C. A primitiva mitologia persa teria tido origem na da Índia, mais propriamente nos Hinos Védicos, como se pode verificar pela semelhança de nomes e de características. É difícil reconstituir a mitologia persa pois quando surgiu a doutrina de Zoroastro (ou Zaratustra, considerado profeta, curandeiro e sábio) foi destruído quase tudo o que se relacionasse com ela. A doutrina dualista (por haver uma oposição luz-escuridão) de Zoroastro, também chamada de mazdeísmo (ou masdaísmo) por se centrar no deus supremo Mazda (ou Masda), foi um passo muito importante para a implantação do cristianismo, pois pregava princípios como o da caridade, o de atingir a perfeição pela contemplação e o julgamento depois da morte consoante a quantidade de boas e más ações feitas na Terra, além de ter episódios na sua vida semelhantes aos de Cristo, como o das tentações no deserto. Tinha uma casta de sacerdotes denominados Magos (à qual pertenciam os Reis Magos que adoraram o Menino Jesus em Belém). Pode facilmente verificar-se que os rituais sangrentos e lúbricos da mitologia primitiva não tinham lugar nesta forma de conceber a vida. Esta religião tinha adeptos também na Grécia e na Índia e o livro com os preceitos intitulava-se Zendavestá. Semelhante a esta existiu a do maniqueísmo, centrado em Manés, um "iluminado" que se serviu de elementos cristãos para a formular. Existiu também o mitraísmo, centrado no deus ariano Mitra, com algumas características semelhantes às do cristianismo.
Havia dois deuses antagónicos, Angra-Mainyu (das Trevas e da Morte) e Ahura-Mazda (criador da Vida). Este último tinha uma corte de divindades que o ajudavam a reger o mundo, chamadas Amchapends. O fogo era um elemento muito cultuado, que se tornou símbolo do filho de Ahura-Mazda, Atar. Este pertencia aos Yazatas, que com os Fravachis eram génios benfazejos. Por sua vez, Angra-Mayniu tinha os Daêvas para o ajudarem nas suas tarefas malignas e os génios maus, os Pairikâs, Yatus e Drujs. O deus Haoma, que representava a imortalidade, era inicialmente uma bebida que dava vida eterna.
Houve também um culto aos antepassados na dinastia persa dos Arsácidas.
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Como referenciar
mitologia mesopotâmica e persa na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$mitologia-mesopotamica-e-persa [visualizado em 2026-06-07 14:03:35].
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