Monsanto

Pertencente atualmente a Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, Monsanto terá sido, no Paleolítico, o abrigo do homem pré-histórico e, depois, do romano, que se espalhou pelas terras em volta, nas margens do Rio Ponsul, na Monsantela e nos Covões. Mais tarde os cristãos coroaram-no com lugares de culto, na velha Egitânia.
Quando Portugal era uma Nação em construção, Monsanto foi repovoada por D. Afonso Henriques, que a doou em 1165 ao mestre templário D. Gualdim Pais. A sua primeira carta de foral foi-lhe concedida pelo mesmo monarca em 1174 e mais tarde confirmada por D. Sancho I e D. Afonso II. Com D. Manuel teve novo foral em 1510.
Os Templários construíram o castelo no cume do monte, onde foi edificado o templo da Senhora do Castelo e fizeram dele um importante baluarte da fronteira do Rio Erges. Da fortaleza medieva subsistem panos de muralha, recintos, portas e a Torre do Pião, de formato quadrangular, que na Idade Média serviu de posto de vigia. Do património arquitetónico da vila destacam-se também: a capela românica de S. Miguel, situada junto ao castelo, atualmente arruinada, mas que conserva dois pórticos e as paredes, ladeada por sepulturas cavadas na rocha; a igreja setecentista de S. Salvador; a Igreja do Espírito Santo, de traça renascentista; a capela manuelina de Santo António; a Capela de S. Pedro de Vila Corça, nas imediações do povoado, datada do século XII. Outras capelas com interesse patrimonial são as de S. Tiago, de S. Lourenço, de S. Marcos, de S. Lázaro, de S. Sebastião, de Santo António, de S. José, do Espírito Santo, da Senhora do Pé da Cruz, da Senhora do Socorro, da Senhora da Azenha, de S. João e de S. Domingos.
Em 1938, o SNI batizou Monsanto de "a aldeia mais portuguesa de Portugal", título ainda hoje reconhecido.

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