Montemor-o-Velho

Aspetos Geográficos
O concelho de Montemor-o-Velho, do distrito de Coimbra, localiza-se na região Centro (NUT II), no Baixo Mondego (NUT III). É limitado a norte pelo distrito de Cantanhede, a sul pelo de Soure, a este e sudeste pelo de Coimbra e Condeixa-a-Nova e a oeste pelo da Figueira da Foz. Localiza-se numa área de terrenos férteis, a cerca de 50 metros de altitude, na margem direita do rio Mondego.
Possui uma área de 229 km2, subdividida em 14 freguesias: Abrunheira, Arazede, Carapinheira, Gatões, Liceia, Meãs do Campo, Montemor-o-Velho, Pereira, Santo Varão, Seixo de Gatões, Tentúgal, Verride, Vila Nova da Barca e Ereira. Em 2005, o concelho apresentava 25 126 habitantes.
O natural ou habitante de Montemor-o-Velho denomina-se montemorense.

História e Monumentos
A região onde se situa o concelho sofreu vários ataques mouros e foi reconquistada definitivamente em 1064, quando Fernando Magno reconquistou definitivamente as terras até à linha do Mondego.
O primeiro foral foi concedido à povoação do concelho em 1212, confirmado por D. Afonso III em 1298. Em 1516, D. Manuel I concedeu um novo foral ao "Concelho e Termo de Montemor-o-Velho". Montemor e o seu castelo tiveram um papel histórico importante, devido à sua posição estratégica na linha do rio Mondego.
Do património arquitetónico fazem parte o castelo, que é a maior fortificação do Mondego e uma das maiores do país; o Hospital Real (sécs. XIV-XV); a Capela de Santo António (séc. XI e reconstrução no séc. XIX), que se encontra em ruínas; a Capela de S. João (sécs. XI-XII); a Igreja de Montemor-o-Velho (S. Martinho); a Igreja de Santa Maria de Madalena (séc. XIII); a Igreja e Claustro da Nossa Senhora dos Anjos, fundada como convento em 1494 pelos frades eremitas de Santo Agostinho.

Tradições, Lendas e Curiosidades
O feriado municipal é a 8 de setembro, data em que se realiza a principal feira anual, e as festas concelhias. A importância desta data remonta a 1426, quando o Infante D. Pedro, Senhor de Montemor-o-Velho, institui entre 1 e 15 de setembro a feira franca. Nesta festa, destaca-se a Feira do Cavalo e a venda de produtos típicos da região. É realizada também uma feira quinzenal, às quartas-feiras, em que se vendem, entre outros produtos, os agrícolas e artesanato.
No concelho há também diversas festas religiosas, como a de S. Brás, no primeiro domingo de fevereiro; Nossa Senhora da Graça, em julho ou agosto; Nossa Senhora da Paz, em fevereiro; Senhor dos Passos, na semana anterior à Páscoa. É também de realçar a feira do livro, em março; a de artesanato, também em março; o Concurso de Vestido de Chita, em finais de agosto; o Festival de Teatro Citemor, em julho ou agosto.
Como curiosidade, será de referir que foi no castelo deste concelho que, a 6 de janeiro de 1355, D. Afonso IV reuniu o seu Conselho e decidiu aniquilar Inês de Castro, que se tinha enamorado por D. Pedro, seu filho e futuro rei de Portugal.

Economia
A estrutura económica deste concelho assenta mais no setor terciário, que ocupa cerca de 44% da população ativa. O setor secundário ocupa cerca de 35% da população. Apesar do peso do setor primário estar a decair, este é um dos concelhos do distrito de Coimbra onde este tem uma maior representatividade.
Em tempos, o setor agrícola seria o mais importante, contudo é o terciário que se tem vindo a desenvolver, talvez devido a instalação de repartições de administração, instituições financeiras e de serviços e também uma cadeia de distribuição alimentar. Será contudo de referir que a cultura do arroz tem uma importância de destaque pela presença de uma escola profissional agrícola e da cooperativa de serviços da zona agrária.
Como referenciar: Montemor-o-Velho in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-01-25 05:37:21]. Disponível na Internet: