Nicholas Ray

Realizador norte-americano, Raymond Nicholas Kienzle nasceu a 7 de agosto de 1911, na pequena cidade americana de Galesville. Estudou Arquitetura em Nova Iorque. Depois de trabalhar alguns anos como encenador de teatro ao lado de Elia Kazan, é convidado pelo ator John Houseman para dirigir o filme They Live by Night (Os Filhos da Noite, 1949), um film noir sobre dois apaixonados em fuga. Dirigiu Humphrey Bogart em In a Lonely Place (Matar ou Não Matar, 1950), uma história sobre um argumentista de Hollywood em rumo de auto-destruição, acusado de homicídio. O seu estilo visual inovador repetiu-se em On Dangerous Ground (Cega Paixão, 1951), um filme policial com Robert Ryan e Ida Lupino sobre um detetive que se apaixona por uma rapariga cega, irmã de um suspeito de assassínio. Em seguida, realiza um dos westerns mais emblemáticos da história do cinema: Johnny Guitar (1954) com Joan Crawford, Sterling Hayden, Mercedes McCambridge e Ernest Borgnine, uma história de rivalidade entre duas mulheres. A sua obra-prima foi Rebel Without a Cause (Fúria de Viver, 1955), filme que elevou James Dean à categoria de ídolo da juventude, na pele de um adolescente alienado e em confronto com o Mundo. O argumento foi da autoria do próprio Ray e valeu-lhe uma nomeação para Óscar. Na senda dos filmes polémicos, Ray filmou o mundo da toxicodependência em Bigger Than Life (Atrás do Espelho, 1956) com James Mason e Walter Matthau. Cansado das superproduções de Hollywood, decidiu exercer a sua profissão na Europa: aí filmou a vida de Jesus Cristo em King of Kings (O Rei dos Reis, 1961) com atores como Jeffrey Hunter, Robert Ryan e Rip Torn. No seu filme seguinte, rodeou-se de um elenco de luxo: Charlton Heston, Ava Gardner, David Niven e Paul Lukas, para filmar 55 Days at Peking (55 Dias em Pequim, 1963), uma biografia da revolta boxer na China do início do século XX. Na década de 70, regressa a Nova Iorque para dar aulas de cinema. O seu último filme foi um documentário: Lightning Over Water (1979), realizado em parceria com Wim Wenders. Morreu a 16 de junho de 1979, em Nova Iorque, vítima de cancro.
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