Niki Lauda

Piloto austríaco de Fórmula 1 nascido em 1949, em Viena, faleceu a 20 de maio de 2019.

Niki Lauda começou a competir em 1968 ao volante de um Mini Cooper, e disputou o seu primeiro Grande Prémio na Áustria em 1971. Foi campeão do mundo em 1975, 1977 e 1984.

Lauda, filho de um industrial e herdeiro de uma rica família vienense, cedo percebeu que a sua paixão eram as corridas de automóvel. Para concretizar o seu sonho, foi ajudante de camionista, taxista e mecânico. Em 1970, através do conceituado nome da família, conseguiu que a Caixa Económica Austríaca lhe concedesse um empréstimo para conseguir comprar um lugar na March, em Fórmula 2.No ano seguinte alcançou o sonho da Fórmula 1 e, após duas temporadas na March e mais uma na BRM, foi contratado pela Ferrari.

No primeiro ano na escuderia italiana terminou o mundial na quarta posição. Em 1975 chegou ao título, depois de vencer cinco Grandes Prémios. Em 1976, Lauda despistou-se em Hockenheim e durante esse acidente o capacete quebrou-se, o que fez com que Lauda inalasse fumos tóxicos que lhe provocaram queimaduras terríveis. Nesse momento estava em primeiro lugar no mundial de pilotos. Muitos pensaram que não iria sobreviver, mas o austríaco resistiu e cinco semanas depois voltou a pilotar, na última prova disputada em Fuji. Porém, devido ao intenso temporal, abandonou a prova, recusando-se a arriscar a vida no circuito. Perdeu esse mundial por um ponto para James Hunt.

Em 1977, venceu de novo o título mundial, mas as tensas relações com Enzo Ferrari levaram a que deixasse a equipa. Assim, através de Bernie Ecclestone, rumou à Brabham, onde em dois anos apenas venceu por duas vezes. No final de 1979, optou por abandonar a Fórmula 1.

Niki Lauda acabou por regressar, em 1982, devido a problemas financeiros na sua companhia aérea. Ingressou na McLaren, equipa pela qual se tornou tri-campeão em 1984. Esse campeonato foi ganho apenas por um ponto a Alain Prost.

Contava 25 vitórias em 171 Grandes Prémios quando, em 1985, abandonou a Fórmula 1 para passar a dedicar-se à sua companhia de aviação. Em 2012 foi nomeado presidente não executivo da equipa Mercedes, cargo que manteve até à data da sua morte.


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