Olissipo

A cidade de Lusitânica Olisipo nasce, sob a dominação romana, na foz do rio Tejo, onde a partir da era de César surgirá a cidade Felicitas Iulia Olisipo, recebendo do imperador a qualidade de municipium, com os seus cidadãos a terem direito de cidadania romana.
Esta cidade nasceu no ano de 138, quando Décimo Júnio Bruto aí estabeleceu uma fortificação a fim de se abastecer de tropas e mantimentos por mar, servindo-se ainda deste local como base durante as batalhas para norte, com os lusitanos.
Olisipo estendia-se sob a colina de S. Jorge, e o seu território rural descia pelas encostas em direção ao Tejo. Compreendia um vasto número de edifícios, como as Termas Augustais - na atual Rua da Prata - cuja construção se atribui ao reinado de Tibério, e das termas dos Cássios - na atual Rua das Pedras Negras, que foram reconstruídas em 336 d. C. A cidade contava ainda com um templo e um teatro dedicado ao imperador Nero, construído no ano de 57. Em 1798 foram encontradas na Rua de São Mamede importantes vestígios desta construção: a orquestra, os primeiros degraus dos espectadores, o proscénio com a dedicatória a Nero e duas estatuas de Sileno (também chamado de Pã, filho de Hermes). Esta cidade tinha ainda casas de habitação, hospedarias e outras estruturas, nomeadamente relacionadas com o porto.
Pela sua proximidade ao mar e pela sua dinâmica atividade comercial, Olisipo atrai pessoas de várias partes do território, bem como de regiões distantes do Império Romano. É o caso de viajantes do Oriente helenizado, que aí se fixam chegando mesmo a introduzir novas divindades no panteão desta cidade: para além de Júpiter, Apolo, Esculápio, etc., é adorada Cíbele, a mãe dos deuses da Ásia Menor.
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