Pacífico: um Novo Pólo de Desenvolvimento Económico
Durante o século XX, o ponto nevrálgico mundial deslocou-se da Europa e do Mediterrâneo, berços de civilizações históricas, para o Sudeste Asiático e o Oceano Pacífico, muito embora a região tenha conhecido uma grande heterogeneidade nos estádios de desenvolvimento e nos regimes políticos adotados. Os locais mais evoluídos concentravam-se na região norte do oceano, mais precisamente em torno de Singapura, Taiwan (ou Formosa), Japão, Coreia do Sul e a costa oeste dos EUA, em particular centrada em Los Angeles e S. Francisco onde se assistiu a um boom industrial sustentado pelo desenvolvimento intensivo da exploração mineira e petrolífera. Também Vancouver (Canadá) e Seattle (EUA) conheceram enorme prosperidade económica tal como a Austrália e Nova Zelândia.
Relativamente ao Japão, a sua evolução deu-se a partir da segunda metade do século XIX, com o início da era Meiji (1868), que abriu o processo de industrialização e o movimento expansionista na região. Esta ascensão acentuou-se em particular após a Segunda Guerra Mundial, apesar de esta ter significado o colapso total da evolução anterior. No pós-guerra, a região ficou sob a proteção norte-americana, quer sob o ponto de vista económico, quer militar, encetando-se a reconstrução, igualmente favorecida por uma conjuntura favorável (Guerra da Coreia), que permitiu ao Japão integrar-se no comércio mundial, sendo admitido pelas principais organizações do ramo (GATT, 1955; OCDE, 1964).
Em termos políticos, a região renovou-se no pós-guerra, verificando-se a reforma constitucional japonesa (3 de novembro de 1946) e a reforma agrária no Japão (1946), na Coreia (1949) e em Taiwan (1953), sob o impulso americano ou de organizações internacionais. Entretanto deu-se o nascimento de novos Estados independentes das colónias europeias, em particular da Grã-Bretanha: Índia (1947) e Birmânia (1948); Filipinas, dos EUA, (1946); Indonésia, dos Países Baixos (1949). A França e a Holanda apresentaram maiores entraves à independência das suas colónias, o que deixaria sequelas na região da Indochina, nomeadamente no conflito no Vietname (1946-54), e depois no Camboja, devido ao choque entre as forças comunistas e não comunistas, como também se verificou na Coreia (1950-1953), levando à divisão do território. Embora mais tardiamente, também a Malásia (1963), Singapura (1965) e o Brunei (1984) se tornam independentes. Uma constante política desta região, tem sido a oposição entre países comunistas e não comunistas, estes últimos reunidos na ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático, 1967), líder no desenvolvimento económico da região.
Em poucos anos esta região do globo concentrou as trocas internacionais catalisando o comércio com os EUA, que relegam para segundo plano os países europeus. A evolução económica tornou-se notória a partir da década de 60 com a bombástica industrialização dos quatro dragões que acompanham o Japão: a Coreia do Sul, Taiwan, Hong-Kong e Singapura, que têm países satélites como a Tailândia, as Filipinas, a Malásia ou a Indonésia. A sua especialização em produtos industriais, desde bens de consumo à alta tecnologia, como a informática ou as comunicações, baseou-se numa disciplina rígida da mão de obra, nos salários baixos e na captação de investimentos externos. São notórias as diferentes formas de organização industrial, baseadas quer em pequenas empresas familiares (Hong-Kong e Taiwan), quer em grandes grupos ou multinacionais (Coreia e Singapura). Os grandes "dragões" tinham a seu favor níveis de escolarização média bastante elevados, uma grande especialização no setor da eletrónica e das tecnologias de ponta e uma grande abertura para os mercados de consumo ocidentais.
Atualmente, assiste-se ao crescimento económico de países de regime marxista em vias de modernização, como a China ou o Vietname, novos polos de desenvolvimento industrial. Apesar dessa reconversão económica, deu-se em 1998/1999 um forte abalo nas economias dos "tigres" asiáticos, motivados por problemas financeiros no Japão que arrastaram os seus vizinhos, demonstrando assim as debilidades das suas economias. Os mais afetados foram a Indonésia, o próprio Japão (com mecanismos de reestruturação mais fortes, todavia, e já em fase de grande recuperação), a Coreia do Sul e as Filipinas. Com a liberalização do comércio mundial, acordada em Seattle em 1999, prevê-se um ressurgimento económico do Pacífico, nomeadamente da China (agora também nessa organização comercial), cujos têxteis, por exemplo, farão unir outros concorrentes, como a Europa, graças aos seus custos de produção mais baixos e preços de mercado mais reduzidos.
Relativamente ao Japão, a sua evolução deu-se a partir da segunda metade do século XIX, com o início da era Meiji (1868), que abriu o processo de industrialização e o movimento expansionista na região. Esta ascensão acentuou-se em particular após a Segunda Guerra Mundial, apesar de esta ter significado o colapso total da evolução anterior. No pós-guerra, a região ficou sob a proteção norte-americana, quer sob o ponto de vista económico, quer militar, encetando-se a reconstrução, igualmente favorecida por uma conjuntura favorável (Guerra da Coreia), que permitiu ao Japão integrar-se no comércio mundial, sendo admitido pelas principais organizações do ramo (GATT, 1955; OCDE, 1964).
Em termos políticos, a região renovou-se no pós-guerra, verificando-se a reforma constitucional japonesa (3 de novembro de 1946) e a reforma agrária no Japão (1946), na Coreia (1949) e em Taiwan (1953), sob o impulso americano ou de organizações internacionais. Entretanto deu-se o nascimento de novos Estados independentes das colónias europeias, em particular da Grã-Bretanha: Índia (1947) e Birmânia (1948); Filipinas, dos EUA, (1946); Indonésia, dos Países Baixos (1949). A França e a Holanda apresentaram maiores entraves à independência das suas colónias, o que deixaria sequelas na região da Indochina, nomeadamente no conflito no Vietname (1946-54), e depois no Camboja, devido ao choque entre as forças comunistas e não comunistas, como também se verificou na Coreia (1950-1953), levando à divisão do território. Embora mais tardiamente, também a Malásia (1963), Singapura (1965) e o Brunei (1984) se tornam independentes. Uma constante política desta região, tem sido a oposição entre países comunistas e não comunistas, estes últimos reunidos na ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático, 1967), líder no desenvolvimento económico da região.
Em poucos anos esta região do globo concentrou as trocas internacionais catalisando o comércio com os EUA, que relegam para segundo plano os países europeus. A evolução económica tornou-se notória a partir da década de 60 com a bombástica industrialização dos quatro dragões que acompanham o Japão: a Coreia do Sul, Taiwan, Hong-Kong e Singapura, que têm países satélites como a Tailândia, as Filipinas, a Malásia ou a Indonésia. A sua especialização em produtos industriais, desde bens de consumo à alta tecnologia, como a informática ou as comunicações, baseou-se numa disciplina rígida da mão de obra, nos salários baixos e na captação de investimentos externos. São notórias as diferentes formas de organização industrial, baseadas quer em pequenas empresas familiares (Hong-Kong e Taiwan), quer em grandes grupos ou multinacionais (Coreia e Singapura). Os grandes "dragões" tinham a seu favor níveis de escolarização média bastante elevados, uma grande especialização no setor da eletrónica e das tecnologias de ponta e uma grande abertura para os mercados de consumo ocidentais.
Atualmente, assiste-se ao crescimento económico de países de regime marxista em vias de modernização, como a China ou o Vietname, novos polos de desenvolvimento industrial. Apesar dessa reconversão económica, deu-se em 1998/1999 um forte abalo nas economias dos "tigres" asiáticos, motivados por problemas financeiros no Japão que arrastaram os seus vizinhos, demonstrando assim as debilidades das suas economias. Os mais afetados foram a Indonésia, o próprio Japão (com mecanismos de reestruturação mais fortes, todavia, e já em fase de grande recuperação), a Coreia do Sul e as Filipinas. Com a liberalização do comércio mundial, acordada em Seattle em 1999, prevê-se um ressurgimento económico do Pacífico, nomeadamente da China (agora também nessa organização comercial), cujos têxteis, por exemplo, farão unir outros concorrentes, como a Europa, graças aos seus custos de produção mais baixos e preços de mercado mais reduzidos.
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Como referenciar
Pacífico: um Novo Pólo de Desenvolvimento Económico na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$pacifico-um-novo-polo-de-desenvolvimento [visualizado em 2026-06-05 04:59:48].
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