Pepi I

Filho do rei Teti e provavelmente da sua mulher Iput I, foi o segundo rei da VIª Dinastia. O seu reinado estendeu-se provavelmente de 2332 a 2283 a. C. Quando ascendeu ao trono adotou a designação de Nefersahor, que mais tarde mudou para Meri-re, que significa "o amado de Rê". Crê-se que antes da sua subida ao trono este terá sido usurpado por Userkara, devido talvez à tenra idade do herdeiro na altura da morte do pai. Alguns egiptólogos colocam a hipótese de a sua primeira mulher ter sido Ueretimtés, conhecendo-se efetivamente apenas como mulheres de Pepi I Ankhenesmeriré I (da qual teve um filho chamado Merenré e uma pretensa filha, Neith) e Ankhenesmeriré II (com quem concebeu outro filho, Pepi II), que seriam irmãs do vizir Djau e filhas de Khui, um alto oficial de Abidos, assim como Inenek-Inti, Nebuunet e Nedjeftet.
Por volta do quadragésimo ano do seu reinado foi alvo de uma conspiração, cuja origem se atribui tanto a Were-Imtes como à mãe de Userkara, o rei que usurpou o trono após a morte de Teti.
A pirâmide de Pepi I em Sakara (junto da qual estaria o palácio real) tem no espaço circundante algumas pirâmides menores, correspondentes a Ankhnesmerire II, Nebuunet e Inenek-Inti. Atribuem-se a este governante empreendimentos de arquitetura em Elefantina, em Dendara, em Abidos, uma capela no santuário de Bubastis, em Sakara, e em Hierakompolis. Foi nesta última localidade que se descobriu uma estátua em cobre do rei e outra, de menor dimensão, do seu filho, Merenre. Possivelmente, este último reinou em corregência com o seu pai nos últimos anos de vida deste.
Este rei empreendeu diversas expedições a locais como o Sinai e a Palestina para a recolha de materiais sumptuários, como o alabastro, a turquesa, o cobre, para uso em obras como as arquitetónicas. Além desta missão, as expedições tinham também, muitas vezes, a missão de pacificar sublevações em determinados territórios.
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