Pepi II

Último governante da VI Dinastia, era filho de Pepi I e da sua mulher Ankhnesmerire II. Quando subiu ao trono, sucedendo ao meio-irmão Merenre que reinou apenas nove anos, tinha apenas cerca de dez anos de idade, tomando então o nome de Neferkare, cujo significado é "a alma de Rê é bela". É provável que Ankhnesmerire II tivesse sido regente durante a menoridade de Pepi II. Calcula-se que o seu reinado tenha sido o mais longo do Egito Antigo, estendendo-se de 2278 a 2184 a. C. Pepi II casou com Ankhnesmerire III, com Iput II (ambas suas sobrinhas), com Udjebten e com Neith (sua meia-irmã e com quem terá tido um filho, Merenre Atiemsaf). A pirâmide de Pepi II foi erigida em Sakara, onde foram encontradas representações similares às de Sahura, em Abusir, que mostram o rei como grifo e como esfinge, a deusa Seshat a fazer uma lista dos cativos feitos por Pepi II e a derrota do rei da Líbia. De igual forma, encontraram-se estátuas de cativos com as mãos atadas. Junto à sua pirâmide encontraram-se três outras mais pequenas, correspondentes às suas mulheres.
A principal fonte de informação para o reinado de Pepi II é contudo o túmulo de Harkhuf, governador de Assuão. Este túmulo situa-se em Qubbet el-Hawa e lá se encontraram textos referentes a episódios do governo deste rei. Alguns deles foram a captura de um pigmeu sudanês, que despertou um grande interesse a Pepi II e levou a que fizesse recomendações relativas à sua segurança, assim como referências à continuidade do comércio do Egito com a Núbia. Durante o seu reinado assistiu-se a um nítido enfraquecimento do poder central em favor dos locais, que ganharam cada vez maior pujança através do enriquecimento e influência da nobreza. Esta anemia do poder real conduziu ao chamado Primeiro Período Intermediário, que marcou o fim do Império Antigo.
Como referenciar: Porto Editora – Pepi II na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-10-16 07:28:26]. Disponível em