Peter Ustinov

Ator, escritor, dramaturgo, argumentista e realizador de cinema inglês nascido a 16 de abril de 1921, em Londres, e falecido em Genolier, na Suíça, a 28 de março de 2004. Descendente de russos, desde cedo demonstrou propensão em seguir uma carreira artística. Depois de uma aprendizagem no London Theatre Studio, deu os primeiros passos como ator no teatro em 1939, interpretando sketches cómicos por si escritos no musical Late Joys. Em 1940, escreveu a sua primeira peça Fishing For Shadows. A sua estreia cinematográfica fez-se em 1942, num filme de Michael Powell e Emeric Pressburger: One of Our Aircraft Is Missing (Desapareceu Um dos Nossos Aviões, 1942). Combateu na Segunda Guerra Mundial e após o fim do conflito, voltou para o teatro. Gradualmente, os seus papéis cinematográficos foram ganhando maior importância: a atestá-lo o seu trabalho em Quo Vadis (1951), onde interpretou de forma irrepreensível o lunático imperador Nero. Foi o seu cartão de visita para entrar em Hollywood. A recriação de Nero valeu-lhe uma nomeação para o Óscar de Melhor Ator Secundário. Na década de 50, foi um dos atores coadjuvantes mais requisitados em Hollywood, participando em The Egyptian (O Egípcio, 1954) e We're No Angels (Veneno de Cobra, 1955). Em 1960, venceu o seu primeiro Óscar na categoria de Melhor Ator Secundário pela sua prestação em Spartacus, desempenhando a personagem de Lentulus Batiatus, dono de uma escola de gladiadores. Quatro anos depois, repetiu a distinção por Topkapi (1964) na pele de um ladrão pouco dado à inteligência. Ustinov também experimentou a realização: Romanoff and Juliet (1961), uma sátira à Guerra Fria e a comédia Lady L (1965), onde dirigiu um elenco de luxo composto por Paul Newman, Sophia Loren, David Niven, Michel Piccoli e Philippe Noiret. Depois de ter filmado uma participação especial como rei Herodes em Jesus of Nazareth (Jesus de Nazaré, 1977), desempenhou pela primeira vez o lendário detetive belga criado por Agatha Christie: Hercule Poirot. Fê-lo em Death on the Nile (Morte no Nilo, 1978) e em numerosos telefilmes. Em 2002, foi armado cavaleiro pela raínha Isabel II como reconhecimento pelos serviços prestados pelo ator em prol da cultura britânica. O seu último trabalho foi no telefilme Winter Solstice (2003).
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