pidgin

Sistema linguístico que resulta do contacto prolongado entre pelo menos duas línguas de prestígio socio-económico desigual, dentro de um contexto específico (escravatura, comércio, viagens de reconhecimento), que se caracteriza por não possuir falantes nativos. As línguas pidgin são assim línguas francas com objetivos comerciais, desenvolvidas por falantes que não possuem outra língua franca.
O pidgin é, geralmente, o resultado da fusão de uma língua de superstrato (como o foram as línguas europeias coloniais - o português, o castelhano, o francês, o inglês e o holandês), da qual recolhe o vocabulário, e de uma língua de substrato (as línguas nativas), da qual aproveita a fonética e a morfossintaxe. A consequência desta negociação linguística é um sistema muito simplificado, que evita ambiguidades e redundâncias, que elimina os mecanismos de flexão e de concordância típicos das línguas colonais de origem europeia.
São exemplos deste tipo de línguas, o pidgin inglês da Ásia e o pidgin suaíli Tok Pisin, de base inglesa, falado na Nova Guiné.
A pidginização constitui o processo prévio à formação de uma língua crioula, ou seja, um pidgin transforma-se num crioulo quando os filhos de uma comunidade têm o pidgin como língua materna. A tendência do pidgin é, pois, a crioulização.
Como referenciar: pidgin in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-06-26 23:07:44]. Disponível na Internet: