Pimenta Machado

Dirigente desportivo português, António Pimenta Machado nasceu a 12 de abril de 1950, em Guimarães.
Empresário de profissão, com apenas 29 anos chegou à presidência do Vitória Sport Clube, uma das mais importantes coletividades desportivas portuguesas. Pimenta Machado foi eleito a 10 de março de 1980.
Ao longo dos seus vários mandatos, Pimenta Machado destacou-se, sobretudo, na direção do futebol profissional. O presidente participou sempre ativamente na orientação das equipas de futebol, o que levou à criação de atritos com diversos treinadores que trabalharam com ele, como foi o caso de Jaime Pacheco, Paulo Autuori, Quinito e Vítor Oliveira. A melhor época a nível de competições europeias do Vitória de Guimarães aconteceu em 1986/87, quando a equipa de futebol chegou aos quartos de final, após ter eliminado o Sparta de Praga (Checoslováquia), o Atlético de Madrid (Espanha) e o FC Groeningen (Holanda). O clube vimaranense só foi travado pelos alemães do Borussia de Moenchengladbach
Na temporada seguinte, o Vitória SC conquistou o seu único título do futebol profissional ao vencer a Supertaça de Portugal após derrotar o FC Porto por 2-0 na primeira mão e ter empatado 0-0 no outro jogo. Nessa mesma temporada, chegou à final da Taça de Portugal, mas perdeu 1-0 com o FC Porto.
Na segunda metade da década de 90, o Vitória marcou presença constante nas competições europeias. Assim, entre a temporada de 1995/96 e a de 98/99 o clube marcou presença na Taça UEFA onde foi sucessivamente eliminado por grandes clubes europeus como o Barcelona (Espanha), Anderlecht (Bélgica), Lázio (Itália) e Celtic de Glasgow (Escócia).
Mas, na década de 90 o ponto alto da presidência de Pimenta Machado foi a inauguração do complexo desportivo do clube, que recebeu o seu nome, nos arredores de Guimarães. Foi o primeiro clube português a ter instalações deste género, com excelentes condições para os treinos dos atletas.
A 15 de dezembro de 2002, Pimenta Machado foi detido pela polícia para ser interrogado sobre uma alegada fraude e falsificação de documentos. O presidente do Vitória, após a denúncia de um sócio do Guimarães, foi acusado de ter ficado com 450 mil euros como comissão pela transferência do jogador Fernando Meira para o Benfica em agosto de 2000. No entanto, o dirigente garantiu não ter ficado com o dinheiro. Foi também acusado de ter falsificado atas da reunião anual do Vitória em 1996, que tratava de contratos, o que também negou.
Acabou por ser libertado no dia seguinte à detenção após pagar uma fiança de um milhão de euros.
Apesar de inicialmente ter anunciado que não pretendia recandidatar-se à presidência do Vitória, o apoio que recebeu quando foi detido acabou por levá-lo a reconsiderar. Assim, a 25 de janeiro de 2003 foi reeleito, sendo o presidente da atual Superliga há mais anos nesse posto.
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