Ramsés XI

Último faraó da XX Dinastia, filho e sucessor de Ramsés X. Após o período conturbado em que governou subiu ao poder o vizir Smendes, que inauguraria a XXI Dinastia.
Pensa-se que Ramsés XI terá reinado entre os anos de 1099 e 1069 a. C., com o nome de trono Menmaetre-Setepenptah ("é firme a verdade de Rê escolhido por Ptah"). Durante o governo de Ramsés XI deram-se várias sublevações, sobretudo no décimo ano, em que Amenhotep, sacerdote principal de Amon, procurou sem sucesso destronar o monarca. Na sequência da supressão desta revolta por exércitos que integraram soldados núbios e líbios ascendeu Herihor ao cargo de sacerdote supremo. Esta posição, extremamente privilegiada, permitiu-lhe criar um novo "tempo", que se denominou "Repetição do Nascimento" (Uhem-mesut) e passou a correr simultaneamente ao anterior. Herihor começou a partir do ano dezanove do reinado de Ramsés XI a controlar o Alto Egito e Tebas, sendo que o vizir Smendes governava simultaneamente o Baixo Egito a partir de Pi-Ramsés. Estalou a guerra civil porque Herihor se apoderou das dignidades e riquezas do vice-rei da Núbia, Pinehesi. Herihor tomou também o poder em Tebas, reduzindo Ramsés XI a mero representante da realeza, sem qualquer peso político. Após a morte de Herihor sucedeu-lhe enquanto sumo-sacerdote Pianj, que tomou a iniciativa de conquistar (sem sucesso) a Núbia.
O túmulo de Ramsés XI começou a ser construído no Vale dos Reis, mas como não estava finalizado à data da sua morte o faraó acabou por ser sepultado noutro local, provavelmente Mênfis. O reinado deste faraó marcou uma fase de declínio acentuado, conforme testemunham papiros da época, que relatam os conflitos internos no Egito e a perda de autoridade real.
Após a morte de Ramsés XI elevou-se ao trono Smendes, inaugurando o Terceiro Período Intermediário e a XXI dinastia, que teria como capital Tânis.
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