Robert Graves

Escritor e estudioso inglês, Robert Graves nasceu a 24 de julho de 1895, em Wimbledon, nas cercanias de Londres. Filho de um inspetor escolar e estudioso da língua e cultura gaélicas e da filha de um historiador alemão, cresceu num ambiente saudável. Estudou na Charterhouse, detestando a escola, e cedo começou a escrever poesia.
Ingressou na Universidade de Oxford, mas a deflagração da Primeira Grande Guerra deu-lhe uma oportunidade para abandonar os estudos e se alistar no Exército Britânico, logo em 1914. Combateu nas fileiras do regimento dos Royal Welsh Fusiliers, e ficou gravemente ferido na batalha do Somme, tendo chegado a ser registado como uma baixa nos cadernos militares.
Publicou o seu primeiro livro em 1916, uma coletânea de poesia com o título Over The Brazier, a que se seguiu Goliath and David (1916) e Fairies and Fusiliers (1917). Casou com uma pintora feminista em 1918 e continuou a publicar regularmente volumes de e sobre poesia até 1926, altura em que conseguiu um diploma universitário em Literatura. Em 1927 publicou Lawrence and The Arabs, obra que viria a ser uma referência fundamental na execução da película Lawrence Of Arabia (Lawrence da Arábia), da autoria do realizador David Lean.
Partiu pouco tempo depois para o Egito, na companhia da sua esposa e da poetisa Laura Riding, com o intuito de lecionar na Universidade do Cairo. Estabeleceu uma ligação extra-conjugal com Laura Riding e, em 1929 mudou-se para Maiorca, no Sul de Espanha. Nesse mesmo ano publicou uma autobiografia, Good-Bye To All That (1929) que, embora tenha constituído um sucesso de vendas considerável, melindrou as amizades do autor. Em 1934 publicou o famoso romance histórico I, Claudius.
Com a incidência da Guerra Civil de Espanha, Graves abandonou o arquipélago, viajando pela Itália e Bretanha, até regressar a Inglaterra. Separando-se de Laura Riding, com quem havia colaborado em algumas obras, partiu para os Estados Unidos da América em 1939.
Começou por essa altura a interessar-se por mitologia, chegando à conclusão de que a ideia arcaica de uma deusa-mãe se deveria sobrepor ao conceito histórico de uma divindade patriarcal. Foi desenvolvendo os seus achados em obras como The Golden Fleece (1943) e King Jesus (1946), até publicar, em 1948, The White Goddess, marco importante na sua carreira, e que viria a ser adotado por muitas feministas nas décadas de 60 e 70.
Foi professor catedrático de Poesia na Universidade de Oxford entre 1961 e 1966, passando a dedicar-se à feitura de trabalhos de âmbito académico. Após ter publicado quase centena e meia de livros, faleceu, no ano de 1985.
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