Roger Corman

Produtor e realizador norte-americano, Roger William Corman nasceu a 5 de abril de 1926, em Detroit. Estudou engenharia, mas apaixonado pelo mundo do cinema, empregou-se em 1950 nos estúdios da 20th Century Fox como mensageiro e mais tarde como revisor de argumentos. Em 1953, farto de esperar por uma oportunidade, fundou uma pequena produtora de cinema: a American International, assumindo o cargo de produtor e argumentista. O seu primeiro filme como realizador foi Apache Woman (1955), protagonizado por Lloyd Bridges. Os filmes seguintes de Corman tiveram características comuns entre eles: filmados em poucos dias, rentabilizando ao máximo os recursos humanos e materiais, apostando em atores inexperientes e cenários simples. As suas obras nos anos 50 tornaram-se populares entre um público essencialmente juvenil que frequentava os drive-ins. Tornaram-se objeto de culto obras de terror e ficção científica como The Day the World Ended (1956), It Conquered the World (1956), The Oklahoma Woman (1956), Carnival Rock (1957), Naked Paradise (1957), Not of This Earth (1957), Teenage Cave Man (1958), A Bucket of Blood (1959) e Little Shop of Horrors (A Lojinha dos Horrores, 1960), este último rodado em apenas dois dias e contando com Jack Nicholson num pequeno papel. Com o êxito destes títulos, Corman pôde melhorar o orçamento dos seus filmes e pôs em prática o projeto de adaptar ao cinema obras de Edgar Allan Poe. Para o efeito, contratou o ator Vincent Price e filmou House of Usher (A Queda da Casa Usher, 1960). Seguiram-se The Pit and the Pendulum (O Fosso e o Pêndulo, 1961), Tales of Terror (A Maldita, o Gato e a Morte, 1962), The Raven (O Corvo, 1962), The Premature Burial (Sepultado Vivo, 1962), The Haunted Palace (O Palácio Maldito, 1963), The Tomb of Ligeia (O Túmulo de Ligeia, 1964) e The Masque of the Red Death (A Máscara da Morte Vermelha, 1964) tiveram o condão de divulgar os contos de Poe e de dinamizar a carreira de veteranos de Hollywood como Price, Boris Karloff, Peter Lorre e Ray Milland. Resolveu então explorar campos como o melodrama e o filme de gangsters, já com outros meios financeiros: The Wild Angels (Anjos Selvagens, 1966) com Peter Fonda, The Saint Valentine's Day Massacre (O Massacre de Chicago, 1967) com Jason Robards e Bloody Mama (O Dia da Violência, 1970) com o jovem Robert De Niro. Em 1971, anunciou a sua retirada para fundar a produtora New World, assegurando a produção e distribuição de filmes de baixo orçamento de jovens cineastas como Francis Ford Coppola, Peter Bogdanovich, Martin Scorsese, James Cameron e Jonathan Demme. Regressou ao ativo, realizando Frankenstein Unbound (Frankenstein Revisitado, 1990), com Raul Julia e Bridget Fonda, mas os resultados comerciais foram dececionantes.
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