S. Calisto I

Papa, filho de um escravo e por sua vez escravo de Carcóforo, trabalhava nas minas de sal da Sardenha quando foi libertado, com outros, no pontificado de Vítor I, como consequência dos esforços deste e de pessoas que nas altas esferas da sociedade se tinham convertido ao Cristianismo e diligenciavam pela libertação de cristãos.
Tornou-se o braço direito de São Zeferino, e quando este faleceu foi reconhecido papa. Contudo, Hipólito quis também tornar-se pontífice preconizando uma linha de conduta doutrinal mais rígida, surgindo assim o primeiro antipapa e criando um cisma que duraria alguns anos.
O papa Calisto, cujo pontificado, datado de 217 a 222, se caracterizou pela tomada de posições menos teológicas e mais humanitárias, contrariou a lei romana que proibia o casamento entre um cidadão e alguém de classe social inferior. Foi igualmente instituído por Calisto um jejum em cada sábado que precedesse as festas relacionadas com a agricultura, sendo estas a colheita dos cereais, a vindima e a colheita da azeitona. Este é um exemplo perfeito de como se cristianizaram inúmeros ritos e festas de cariz pagão, utilizando cerimoniais já conhecidos mas dando-lhes novos conteúdos e uma roupagem cristã.
Mandou construir as catacumbas junto da Via Ápia que têm o seu nome.
Acabou por falecer martirizado, a golpes de bastão. Foi depois lançado num poço, no local da atual igreja de Santa Maria in Trastevere (Roma).
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