S. Zeferino

Papa italiano, Zeferino, ou Zephyrinus, era filho de Abundio e nasceu em Roma, tendo tido um dos mais longos pontificados até ao Édito de Milão, em 313.
Durante o seu papado (198-217), sendo já a sede papal muito respeitada, excomungou Asclepiodotus e Teodoto, aceitando no seio da Igreja os hereges que se tivessem arrependido. Por esta razão, foi censurado por Santo Hipólito e por Tertuliano, que por sua vez foi excomungado por São Zeferino. Segundo o que se pode depreender das fontes estudadas, São Zeferino era, por um lado, apegado aos dogmas fundamentais e basilares, e por outro, de pouca decisão e menos talento para governar a Igreja (segundo São Hipólito).
O citado Tertuliano conta que Praxeas, Sabelio e Noeto, heréticos que não consideravam a divisão da Santíssima Trindade, influenciaram a decisão de São Zeferino em condenar o Montanismo.
Crê-se ter sido este papa a introduzir o uso do cálice de vidro, a patena e o costume de se comungar na Páscoa a partir dos catorze anos.
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