Santa Rita de Cássia

Taumaturga italiana nascida em 1381, na diocese de Spoleto, em Roccaporena, Cássia, Santa Rita foi educada por uns pais idosos e austeros mas muito caridosos que, apesar da sua vontade de ser freira, a casaram aos doze anos com um jovem cruel e violento a quem ela conseguiu modificar com a sua persistência e as suas boas qualidades. Ao fim de dezoito anos de uma vida exemplar de esposa e mãe perdeu o marido por assassínio - os seus dois filhos gémeos quiseram vingar a morte do pai, mas uma doença mortal impediu-os de concretizarem o crime de vingança. Seguindo a sua antiga vocação, quis retirar-se para o convento das agostinhas de Cássia, mas a sua admissão foi recusada por ser viúva. Conseguiu ser admitida em 1407 por intervenção divina, recebeu o hábito da ordem e mais tarde professou. Consagrou a sua vida piedosa a Deus e, durante um êxtase, um espinho da Cruz do Redentor abriu-lhe na fronte uma chaga purulenta e fétida que nunca mais sarou e que a obrigou a viver afastada da comunidade durante 15 anos. Como religiosa, a sua conduta foi irrepreensível e a eficácia das suas orações ficou famosa. Morreu em 1457, no convento de Santo Agostinho de Cássia, e o seu corpo conserva-se incorruptível. Os seus muitos milagres e prodígios mereceram-lhe um grande culto pelos devotos que a chamam de "a santa dos impossíveis". Foi canonizada em 24 de maio de 1900 por Leão XIII, depois de beatificada em 1627 por Urbano VIII. A sua iconografia representa-a segurando rosas ou rosas e figos e, por vezes, com uma chaga na testa. A sua festa é celebrada a 22 de maio.
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