Saque de Roma

Alarico, rei dos visigodos (395-410), invadiu a Itália e, em outubro de 408, quase sem resistência, chega junto a Roma e exige um enorme tributo, que em parte recebe. Seguidamente, força o Senado a proclamar um usurpador, mas perante a impossibilidade de concluir um acordo com Honório, decide pilhar a cidade onde entra a 24 de agosto de 410. Com exceção de alguns santuários, a Cidade Eterna é posta a saque, com avultadas perdas materiais e humanas. Uma parte da população abandona a cidade para não mais voltar. Embora não marcasse o fim do império romano, o saque de Roma teve profundas repercussões. Sensibilizou ainda profundamente os contemporâneos e fez os seus habitantes tomar consciência do enfraquecimento e declínio do poder imperial no ocidente do império, face à penetração das populações germânicas, evidenciando também a divisão consumada entre as cortes de Constantinopla e de Ravena. O choque moral foi tão grande como os prejuízos materiais e humanos, parecendo uma horrível catástrofe que fez duvidar da Fortuna e da Providência de Roma. O saque, porém, foi um episódio sem continuidade, visto que em seguida os godos evacuaram a cidade, a partir de 27 de agosto, e dali passaram para a Itália do Sul dirigindo-se depois para a Gália.
Como referenciar: Saque de Roma in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-05-23 18:44:13]. Disponível na Internet: