Seti I

Filho de Ramsés I e da sua mulher Sitre, o seu nome de Seti I ficou a dever-se ao facto de ter nascido numa zona de culto particular ao deus Seth, no Delta do Nilo. Antes de ascender ao trono egípcio teria sido também sacerdote de Seth. Segundo faraó da XIX Dinastia, reinou aproximadamente entre 1394 e 1279 a. C. e teve pelo menos duas mulheres, Tuia e Tanedjemy. Além do filho que lhe sucedeu no governo do Egito, Ramsés II, teve ainda um outro, falecido na infância, e duas filhas, Tia e Henutmire. Durante o governo de Ramsés I, Seti exerceu os cargos de comandante do exército e de vizir, e quando este chegou ao poder tomou o nome de Menmaatre ("É permanente a verdade de Rè").
Após o reinado de Akenaton (Amenhotep IV), com um culto centrado no deus Aton, os faraós seguintes - entre os quais Seti I - empenharam-se em diminuir o extraordinário poder que os sacerdotes de Aton tinham conseguido. Uma das medidas tomadas por Seti I para atingir este objetivo foi a de ordenar que os cargos sacerdotais do clero de Aton passassem a não poder ser transmitidos hereditariamente, promovendo igualmente o culto a outros deuses, como Seth e Osíris.
A partir do ano um do seu governo Seti I empreendeu bem sucedidas campanhas de conquista na Fenícia, na Palestina e na Síria, cujos relatos se encontram em duas das paredes do templo de Amon em Carnac. Neste local começou a construir a sala hipostila e em Abidos a decoração do templo de Osíris. A determinada altura também se viu obrigado a travar o avanço de tribos da Líbia, que tentaram penetrar a fronteira ocidental do Egito.
O túmulo deste faraó situa-se no Vale dos Reis, sendo o maior que aqui foi construído e no qual estava o sarcófago em alabastro, mas a sua múmia encontrou-se em Deir el-Bahari, na sepultura coletiva.
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