Síria

Geografia
País do Sudoeste Asiático. Situado na região do Médio Oriente, na costa oriental do mar Mediterrâneo, inclui o território dos Montes Golã, reconhecido internacionalmente como uma parte da Síria, mas que tem sido ocupado por Israel desde 1967. É banhado pelo mar mediterrâneo a oeste, e faz fronteira com a Turquia a norte, o Iraque a leste e a sudeste, a Jordânia a sul, Israel e o Líbano a sudoeste. Geograficamente divide-se em três zonas - a costa, as montanhas e o deserto sírio. Tem uma área de 185 180 km2. A capital, Damasco, é a cidade mais antiga do mundo, a sua fundação remonta a 2500 a. C. As maiores cidades sírias são Alepo, com 1 976 900 habitantes (2004), Damasco, a capital, com 1 703 900 habitantes, Homs (800 900 hab.), Latakia (469 200 hab.) e Hamah (366 900 hab.).

Clima O clima é temperado mediterrânico na costa e árido no interior.

Economia
O rio Orontes é o maior e o único rio navegável do país. Ao longo deste rio cultivam-se algodão, cereais e frutos. A agricultura prospera junto aos rios Orontes e Eufrates, na área que faz parte do chamado Crescente Fértil. O país é também exportador de petróleo, mas as suas reservas são reduzidas em comparação com outros países do Médio Oriente. Possui gás natural, calcário, fosfatos e ferro. A indústria também prosperou, nos últimos anos, na área dos têxteis, artefactos de couro e produtos químicos. Os principais parceiros comerciais da Síria são a Itália, a França, o Líbano e o Japão.
Indicador ambiental: o valor das emissões de dióxido de carbono, per capita (toneladas métricas, 1999), é de 3,4.

População
Com uma população de 18 881 361 habitantes (2006), o país regista um dos mais acelerados ritmos de crescimento demográfico do continente asiático, prevendo-se que, em 2025, a população atinja os 34 milhões de pessoas. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respetivamente, de 27,76%o e 4,81%o. A esperança média de vida é de 70,32 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,685 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,668 (2001). A maioria da população é árabe (89%), mas existem curdos (6%) no Norte que têm a sua própria língua, cultura e trajes nacionais. Os muçulmanos sunitas representam 74% da população, seguindo-se-lhes os muçulmanos xiitas (12%), os cristãos (9%) e os drusos (3%). A língua oficial é o árabe.

História
A Síria é desde os tempos mais antigos uma encruzilhada de rotas comerciais. Encontram-se comerciantes sírios em todo o Médio Oriente e o termo sírio tornou-se sinónimo de mercador. Depois dos Fenícios, a Síria foi dominada pelos impérios Romano, Grego e Bizantino. Três anos após a morte de Maomé, em 632 d. C., dois exércitos árabes conquistaram Damasco. Em 1095 os cristãos da Europa empreenderam a sua primeira cruzada. Guerras e batalhas sucederam-se durante décadas. Durante dois séculos a Síria esteve unida ao Egito, sob o domínio dos Turcos, vindo a ser integrada no Império Otomano em 1516. Nessa época, a Síria compreendia o território ocupado atualmente pelo Líbano. Já no nosso século, durante a Primeira Guerra Mundial, os Aliados invadiram a Síria e o Líbano, que passaram a ser protetorados franceses. Em 1926 o Líbano tornou-se um estado independente, retirando à Síria os portos de Beirute e Trípolis. Só vinte anos depois, a Síria viria a tornar-se independente.
Desde que alcançou a independência em 1946, a Síria tem-se envolvido no conflito israelo-árabe. O exército sírio perdeu o controlo dos Montes Golã durante a Guerra dos Seis Dias com Israel, em 1967. O Estado sírio tem também manobrado várias fações políticas e religiosas rivais visando aniquilar a Organização de Libertação da Palestina (OLP), por não querer ter como vizinho um estado palestiniano revolucionário. A Síria é um dos Estados Árabes mais nacionalistas e radicais.
Durante trinta anos, desde 1970 até 2000, a Síria foi governada pelo autoritário general Hafiz al-Assad, cuja principal prioridade foi reconquistar o território sírio perdido para Israel em 1967. Esta política teve como consequência o rearmamento do país. O presidente Assad não autorizava a militância islâmica - os habitantes das cidades usavam, em muitos casos, vestuário ocidental. Com a morte do general em 2000, sucedeu-lhe o filho Bashar al-Assad.
Nos últimos anos, a Síria tem promovido conversações com Israel tendo em vista a recuperação dos Montes Golã.
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