Sydney Pollack

Ator, produtor, argumentista e cineasta, Sydney Pollack nasceu a 1 de julho de 1934, em Lafayette, Indiana, nos Estados Unidos da América e faleceu a 27 de maio de 2008, em Los Angeles. Aos 17 anos, ainda no liceu local e enfrentando a oposição paterna, tentou a carreira de ator. Após a conclusão do liceu, Pollack foi para Nova Iorque estudar Arte Dramática no Neighbourhood Playhouse. Aí teve como professor Stanford Meisner, do qual viria a ser assistente durante cinco anos, numa aprendizagem que lhe deu um profundo conhecimento das técnicas teatrais. A partir de 1955, Sydney Pollack trabalhou como ator profissional na Broadway e na televisão. No teatro, estreou-se ao lado do ator Zero Mostel em A Tone for Danny Fisher e atuou, posteriormente, em The Dark is Light Enough, com Tyrone Power e Katherine Cornell. Na televisão notabilizou-se por aparecer em vários episódios da série Playhouse 90, incluindo as adaptações do escritor Ernest Hemingway. Sydney Pollack estreou-se como realizador de televisão na década de 60, tal como outros nomes da mesma geração: Sidney Lumet, Brian de Palma ou John Frankenheimer. Em Hollywood dirigiu o seu primeiro programa para televisão, um fragmento de Shotgun Slade, alguns episódios de Ben Casey e a série A Cardinal Act of Mercy, que obteve cinco nomeações para os Emmys. Em 1965, ganhou um Emmy com a série The Game. Em 1965, Sydney Pollack realizou o seu primeiro trabalho para o cinema The Slender Thread (Chamada para a Vida) com Sidney Poitier e Anne Bancroft. Em 1966, realizou a sua segunda longa-metragem This Property Is Condemned (A Flor à Beira do Pântano), adaptação de uma peça de Tennessee Williams. Em poucos anos subiu ao topo de referência entre os cineastas da geração contemporânea. A variedade temática dos seus filmes é uma das características que compõem a sua obra, da qual se destacam The Scalphunters (Os Caçadores de Escalpes, 1968), Castle Keep (O Castelo de Maldorais, 1969), They Shoot Horses, Don't They? (Os Cavalos também se Abatem, 1969), Jeremiah Johnson (As Brancas Montanhas do Norte, 1972) - com o seu ator preferido Robert Redford, que participou em mais cinco dos seus filmes, The Way We Were (O Nosso Amor de Ontem, 1973), Three Days of the Condor (Os Três Dias do Condor, 1975), The Electric Horseman (O Cowboy Elétrico, 1979), Out of Africa (África Minha, 1985), filme que no ano seguinte ganhou sete Óscares, entre os quais o de Melhor Filme, Melhor Ator e Melhor Realizador, e Havana (1990).
Sydney Pollack pode definir-se como um grande diretor de atores: Paul Newman, em Absence of Malice (A Calúnia, 1981), e Dustin Hoffman, em Tootsie (1983), encontraram em Pollack um retratista invulgar dos seus múltiplos talentos.
Das suas últimas obras, quer como realizador quer como produtor, destacam-se The Firm (A Firma, 1993), com Tom Cruise; Sabrina (1995), com Harrison Ford e Julia Ormond; Sense and Sensibility (Sensibilidade e Bom Senso, 1996), um filme de Ang Lee;Random Hearts (Encontro Acidental, 1999), mais uma vez com Harrison Ford no papel principal; The Talented Mr. Ripley (O Talentoso Mr. Riple, 1999), realizado por Anthony Minghella; Birthday Girl (Da Rússia com Amor, 2001), com Nicole Kidman; The Quiet American (O Americano Tranquilo, 2002), baseado na obra homónima de Graham Greene; Cold Mountain (2003), dirigido por Anthony Minghella; e The Interpreter (A Intérprete, 2005), de realização sua, com Nicole Kidman e Sean Penn como protagonistas.
Como ator, integrou o elenco da derradeira obra de Stanley Kubrick, Eyes Wide Shut (De Olhos Bem Fechados, 1999), e de Random Hearts (Encontro Acidental, 1999), que também realizou.
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