Teresa Roby

Atriz portuguesa, nasceu em 1957 e trabalhou em teatro, televisão e cinema. Com uma carreira significativa no teatro, participou em peças como Pasolini, de Kalinsky, Nunca Nada de Ninguém, de Luísa Costa Gomes, e Primavera Negra, de Raul Brandão, entre outras. Em 1996, entrou na peça Prometeu Rascunhos, de Jorge Silva Melo e, no ano seguinte, em Prometeu Agrilhoado/Libertado. Em 1998, fez A Tragédia de Coriolano, de William Shakespeare, A Queda do Egoísta Johann Fatzer e Na Selva das Cidades (1999), ambos de Bertolt Brecht.
No cinema, a sua outra paixão, participou em Repórter X (1987), de José Nascimento e, em 1991, em A Idade Maior, de Teresa Villaverde. Participou depois em O Último Mergulho (1992), de João César Monteiro, e fez de prostituta na comédia Uma Vida Normal (1994), de Joaquim Leitão, protagonizado por Joaquim de Almeida. Em 1996, participou em dois filmes: Corte de Cabelo, de Joaquim Sapinho, e Cinco Dias Cinco Noites, de José Fonseca e Costa, baseado no livro de Álvaro Cunhal, um relato da fuga de um jovem obrigado ao exílio pela ditadura de Salazar nos finais dos anos 40. Voltou a trabalhar com Teresa Villaverde no drama Os Mutantes (1998), onde fez o papel de mãe do Pedro (Alexandre Pinto). Em 2000, participou no telefilme da SIC Monsanto sobre os traumas causados pela guerra colonial. Em 2002, participou em A Falha, de João Mário Grilo, onde contracenava com Alexandra Lencastre, Rogério Samora e João Lagarto. Não chegou a assistir à sua estreia, pois faleceu de cancro a 19 de fevereiro de 2002, na cidade do Porto, com apenas 45 anos.
Como referenciar: Teresa Roby in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-09-15 08:33:55]. Disponível na Internet: