Tutankhamon

Um dos mais conhecidos faraós egípcios da Antiguidade, reinou durante a 18.ª dinastia, somente nove anos, entre 1350 e 1341 a. C, morrendo possivelmente de um ferimento na cabeça. Era cunhado de Amenófis IV, razão pela qual o seu primeiro nome foi Tutankhaton, incluindo o nome da divindade simbólica do reinado do seu familiar.
A curta vigência do jovem príncipe ficou marcada pelo retomar das tradições egípcias anteriores às de seu cunhado, com o regresso da corte a Mênfis e a reintrodução do deus Ámon como divindade suprema. Um dos membros do seu séquito, o general Horemheb, viria a conduzir os destinos da nação depois do seu desaparecimento e após o curto reinado de Ay.
Alguma documentação hitita parece apontar uma tentativa de casamento com um príncipe local de uma viúva egípcia, Ankhesenamon, provavelmente mulher de Tutankhamon. O príncipe é enviado mas é morto antes de entrar no Egito. O rei dos Hititas, Suppiluliuma, invade o território egípcio como retaliação.
O túmulo de Tutankhamon no Vale dos Reis, nas proximidades de Luxor, descoberto pelo arqueólogo inglês Howard Carter em 1922, é um exemplar único. A riqueza do seu espólio e pelo facto de se encontrar intacto aquando da sua descoberta proporcionaram informações valiosas sobre aspetos diversos da vida e morte no Egito antigo.
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