A Delfina do Mal
Poema narrativo, heterométrico, publicado em 1868, onde Tomás Ribeiro procura concretizar a "ação prática e social" que atribuía à poesia, optando por uma temática humanitária que aqui resulta num manifesto moral contra o suicídio.
Assim, no prefácio-dedicatória ao seu irmão Henrique, apresenta a obra como "um poema que eu consagro à humanidade aflita, um livro que me esforcei por orvalhar de bálsamos para muitas feridas, de filosofia para muitos erros, de virtudes para muitos crimes, de cautérios para muitas chagas gangrenosas e até de ridículos para muitas aberrações sociais, um livro enfim que eu quis fazer de ensinamento e de piedade".
Sob o ponto de vista da estrutura interna, a narrativa apresenta duas ações paralelas - facto pelo qual o autor se defende da possível acusação de falta de "simetria" do seu poema, num fragmento metatextual - que se encontram no final, quando Albano, vítima de um desgosto amoroso e disposto ao suicídio, contempla a leprosa Delfina, cuja existência era um acumular de desgraças físicas e morais, e desiste do seu intento.
A Delfina do Mal foi parodiada por Guilherme Braga em O Mal da Delfina.
-
O Mal da DelfinaParódia ao poema de Tomás Ribeiro A Delfina do Mal, publicada anonimamente por "um homem de bem". Na...
-
Guilherme BragaEscritor e jornalista português, Guilherme da Silva Braga nasceu a 22 de março de 1845, no Porto, e ...
-
Tomás RibeiroPolítico e literato português, Tomás António Ribeiro Ferreira nasceu a 1 de julho de 1831, em Parada...
-
Mulheres da BeiraColetânea que reúne em volume seis contos de Abel Botelho, em parte anteriormente publicados no Diár
-
Livro da ensinança de bem cavalgar toda selaO Livro da ensinança de bem cavalgar toda sela, de D. Duarte, aparentemente um simples tratado de eq
-
Manoel de BarrosEscritor brasileiro nasceu a 19 de dezembro de 1916, em Cuiabá, e morreu a 13 de novembro de 2014, e
-
Barranco de CegosRomance da autoria de Alves Redol, publicado em 1962, constitui uma das melhores criações da carreir
-
Concerto em Mi Maior para Clarinete e BateriaContemporâneos dos movimentos e iniciativas que transformaram as faces da poesia nos anos 60, nomead
-
Écloga BastoA Écloga Basto, em redondilha menor, apresenta no início uma dedicatória a Nuno Álvares Pereira, irm
-
Giovanni Battista BelzoniAventureiro, explorador, caçador de tesouros do Egito dos Faraós, engenheiro hidráulico e egiptólogo