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A Nova Babilónia
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A Babilónia foi dominada desde o início do século XVI a. C. pelos Cassitas, originários dos montes Zagros e, a partir da segunda metade do século XIV a. C. pelos Assírios, que foram atraídos pela prosperidade da Babilónia, após a morte de Assurbanipal, rei da Assíria, em 626 a. C..

Aproveitando as fraquezas no seio do Império Assírio, o governador da Babilónia, Nabopolassar (626-605 a. C.), iniciou um novo período na vida desta civilização, declarando-se independente da Assíria e iniciando a dinastia Caldaica durante a qual este império atingiu o máximo do seu esplendor, magnificência e poder militar.

Foi durante o seu reinado e do seu filho que se reconstruíram, nas diversas cidades do império, vários templos e se construíram numerosos palácios, sendo conhecida a planta da cidade da Babilónia no tempo de Nabucodonosor II, que mostra o palácio no centro da muralha norte, situado entre o rio Eufrates e a grande avenida orientada pelo eixo norte-sul, ao longo das quais se faziam as procissões. Na parte sul desta avenida ficava situado o Templo de Marduk (deus da Babilónia) e no extremo norte ficava o Zigurate de Marduk ou a célebre Torre de Babel, da qual só restam a base e alguns vestígios das três escadarias.

Nabopolassar ajudado pelos deuses locais, Marduk e Nabu, adotou uma política expansionista, com o intuito de recuperar o antigo poder da Babilónia. Auxiliado pelo rei dos Medos, Ciaxares, combateu a Assíria, que pretendia o domínio de toda a Mesopotâmia, e derrotou o seu exército, em 616 e 615 a. C., em Arapka. De seguida tentou apoderar-se de Assur, sem êxito, e aliou-se definitivamente aos Medos. Em 612 a. C., conquistou e arruinou Nínive.

Os territórios conquistados foram partilhados entre os dois monarcas, conseguindo a Babilónia reconstruir o seu antigo império. Continuando sozinho as suas investidas, ordenou a seu filho Nabucodonosor II a conquista da Síria e derrotou, de vez, os assírios em 609 a. C. Após a sua morte, subiu ao trono o seu filho que venceu os egípcios, em Karkemish, em 605, avançando para Jerusalém e dando início às célebres deportações dos judeus para o cativeiro na Babilónia. O poder deste monarca estendeu-se por toda a Mesopotâmia, do Golfo Pérsico a Nínive, já que o Norte da Assíria tinha passado para as mãos dos Medos, à Síria e à Palestina. Começava o período aúreo da história da Babilónia, no qual esta cidade foi reconstruída: a nova Babilónia.

O Império Neobabilónico, o último dos grandes impérios semitas do Oriente, foi construído sobre as ruínas da Assíria. Porém, este império começou a dar sinais da sua fraqueza e, depois da morte de Nabucodonosor II (562), o declínio foi fatal. Os Persas, comandados pelo seu rei, Ciro, em 539, apoderaram-se de toda a Mesopotâmia e conquistaram a Babilónia, libertando todos os Judeus em cativeiro e reduzindo a Babilónia a capital administrativa do Império Aqueménida. Apesar de tudo, sob o domínio persa a cidade manteve o seu esplendor, até que em 522 a. C., Dario I reprimiu uma revolta popular dos babilónios e, em 486 a. C., Xerxes I reprimiu a segunda revolta popular, destruindo a cidade e a estátua do deus da Babilónia, Marduk. Mais tarde, quando em 331 a. C.

Alexandre Magno conquistou a Babilónia, pensou fazer dela a capital do Oriente, reconstruindo os seus templos, entre os quais o de Marduk. Porém, a morte bateu à sua porta, acabando por sucumbir no palácio de Nabucodonosor II (323 a. C.). Depois da fundação do Império Selêucida, por volta de 307 a. C., o prestígio da Babilónia acabou por declinar, sendo abandonada pelos seus habitantes e acabando por desaparecer.

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A Nova Babilónia na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$a-nova-babilonia [visualizado em 2026-06-06 02:05:14].
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