A Nova Ilusão. Peça em Dois Atos
A Nova Ilusão, publicada em 1984, constitui a terceira parte de uma trilogia que poderia ter, segundo o autor (António de Macedo), como título genérico, "O Sangue e o Fogo".
Cada uma das peças aborda, em momentos diferentes, o modo como é colocada uma certa confrontação religiosa no território português: no século X, com O Osso de Mafoma; no século XVII, com A Pomba e, na atualidade, com A Nova Ilusão.
Recorrendo a várias estruturas cenográficas utilizadas sucessiva ou simultaneamente, a intriga gira em torno de uma hipotética investigação científica e arqueológica que permitiria trazer à atualidade sons registados em civilizações antigas.
Usando um vaso fabricado um mês antes de Cristo ser crucificado num local que ele visitou aproximadamente nessa data, os investigadores conseguem ouvir algumas frases pronunciadas por Cristo, afirmando a existência da reencarnação, evidência que seria negada em favor da ilusão de cada cristão possuir só uma vida.
O segundo ato centra-se sobre as manifestações contra o investigador movidas por grupos de ação católica como forma de repúdio da descoberta.
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