A Portuguesa (hino)
Como resultado do sentimento nacional profundo oriundo da humilhação sofrida pelo Ultimato imposto pelos Britânicos em 1890, surge, no mesmo ano, uma música de exaltação nacional - A Portuguesa - da autoria de Alfredo Keil (música) e Henrique Lopes de Mendonça (letra). Devido ao seu forte carácter patriótico, apesar de ter sido proibida após o 31 de janeiro de 1891, nunca caiu no esquecimento e foi escolhida como hino republicano em 1911.
Embora se desconheçam provas concretas de tal, diz-se que o verso "Contra os bretões marchar, marchar!", faria parte da versão original e foi modificado para "Contra os canhões marchar, marchar!".
I
Nação valente, imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
II
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
III
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
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Como referenciar
A Portuguesa (hino) na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$a-portuguesa-(hino) [visualizado em 2026-07-20 08:00:43].
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