Afonso Celso
Escritor e político brasileiro, Afonso Celso de Assis Figueiredo Júnior nasceu a 31 de março de 1860, em Ouro Preto, no Estado de Minas Gerais (Brasil).
Filho de um visconde, Afonso Celso formou-se, em 1880, na Faculdade de Direito de São Paulo e, a partir de 1891, foi professor de Economia Política na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, da qual foi diretor durante alguns anos.
Como político, foi quatro vezes deputado geral por Minas Gerais e 1.º Secretário na Assembleia Geral. Com a instauração da República e suspeito de estar envolvido na organização de um partido restaurador da monarquia, abandonou a carreira política e seguiu para o exílio juntamente com o pai, o último presidente do Conselho de Ministros do Império. Curiosamente, Afonso Celso apresentou algumas contrariedades políticas, pois foi republicano durante a Monarquia e monarquista durante a República.
Em 1892, integrou, como sócio efetivo, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e, em 1917, alcançou o título de Grande Benemérito. Depois da morte do barão do Rio Branco, em 1912, tornou-se presidente perpétuo daquele instituto, ocupando então esse cargo até 1938. De referir ainda que recebeu o título de Conde Romano, em 1905.
Afonso Celso colaborou com artigos e ensaios políticos em vários órgãos de imprensa, como Jornal do Brasil, A Tribuna Liberal, A Gazeta da Tarde, A Semana, Correio da Manhã e Revista Brasileira.
Enquanto escritor, começou a sua carreira com a publicação Prelúdios (1875) de conteúdo romântico. A sua poesia obteve o reconhecimento da crítica e alguns dos seus poemas transformaram-se em canções, cuja música foi composta por Alberto Nepomuceno. Publicou também outras obras, como Vultos e Fatos (1892), O Imperador no Exílio (1893), Guerrilhas (1895), Aos Monarquistas (1895), O Assassinato do Coronel Gentil de Castro (1897), Oito Anos de Parlamento (1901) e Porque me Ufano do meu País (1901).
Esta última obra, que vendera 300 mil exemplares, provocou alguma polémica na época e deu origem ao substantivo "ufanismo", expressão que passou a ser utilizada para criticar o comportamento ou atitude de quem se vangloria desmedidamente do potencial das riquezas e belezas naturais brasileiras. O escritor, que enalteceu essas belezas e riquezas naturais, abordou também questões políticas e factos autobiográficos.
Afonso Celso, membro fundador da Academia Brasileira de Letras, faleceu a 11 de julho de 1938, no Rio de Janeiro.
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