Ala Liberal
Os deputados da chamada Ala Liberal constituíram uma jovem geração de políticos adeptos de uma forte liberalização do regime do Estado Novo. Das listas do partido único (a União Nacional) às eleições de 1969, faziam parte os deputados independentes António Pinto Leite, Francisco de Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão, Magalhães Mota e Miller Guerra. Um total de 30 deputados formaram a "ala liberal" da futura Assembleia. Sá Carneiro iria afirmar-se como um dos mais ativos elementos do grupo.
Entre 1970 e 1971, o número de detenções por motivos políticos voltou a aumentar, não só de militantes do PCP como de outras personalidades, entre elas Jaime Gama, Francisco Salgado Zenha e Raul Rego. Os ecos da violência e da ilegalidade dos métodos usados na instrução dos processos foram denunciados por apoiantes dos presos e chegaram à Assembleia Nacional pela voz de Sá Carneiro e de outros deputados "liberais".
O recuo no terreno das liberdades expressava uma clara travagem a nível político-institucional naquilo que a chamada primavera Marcelista continha de promessa de renovação do regime. Contra isto se insurgiram os deputados da Ala Liberal, que apresentaram várias iniciativas legislativas ao longo do ano de 1972: os projetos de lei de amnistia e de liberdade de associação (apresentados por Sá Carneiro) e de lei de imprensa (subscrito por Sá Carneiro e Pinto Balsemão). A lei de imprensa, que o Governo acabou por fazer aprovar na Assembleia, praticamente só mudou a designação de "censura prévia" para "exame prévio", nada alterando de essencial. De resto, todos os projetos "liberais" foram derrotados pela maioria afeta ao Governo e aos setores políticos mais conservadores.
Após sucessivas desilusões, os deputados da Ala Liberal foram abandonando a Assembleia. Sá Carneiro foi o primeiro, em 1973, seguindo-se-lhe vários outros. Passaram à oposição, nomeadamente através de artigos publicados no jornal Expresso, fundado por Pinto Balsemão em janeiro de 1973. Os esforços dos "liberais" terão tido o efeito de desacreditar a experiência marcelista junto de largos setores das classes médias portuguesas.
Entre 1970 e 1971, o número de detenções por motivos políticos voltou a aumentar, não só de militantes do PCP como de outras personalidades, entre elas Jaime Gama, Francisco Salgado Zenha e Raul Rego. Os ecos da violência e da ilegalidade dos métodos usados na instrução dos processos foram denunciados por apoiantes dos presos e chegaram à Assembleia Nacional pela voz de Sá Carneiro e de outros deputados "liberais".
O recuo no terreno das liberdades expressava uma clara travagem a nível político-institucional naquilo que a chamada primavera Marcelista continha de promessa de renovação do regime. Contra isto se insurgiram os deputados da Ala Liberal, que apresentaram várias iniciativas legislativas ao longo do ano de 1972: os projetos de lei de amnistia e de liberdade de associação (apresentados por Sá Carneiro) e de lei de imprensa (subscrito por Sá Carneiro e Pinto Balsemão). A lei de imprensa, que o Governo acabou por fazer aprovar na Assembleia, praticamente só mudou a designação de "censura prévia" para "exame prévio", nada alterando de essencial. De resto, todos os projetos "liberais" foram derrotados pela maioria afeta ao Governo e aos setores políticos mais conservadores.
Após sucessivas desilusões, os deputados da Ala Liberal foram abandonando a Assembleia. Sá Carneiro foi o primeiro, em 1973, seguindo-se-lhe vários outros. Passaram à oposição, nomeadamente através de artigos publicados no jornal Expresso, fundado por Pinto Balsemão em janeiro de 1973. Os esforços dos "liberais" terão tido o efeito de desacreditar a experiência marcelista junto de largos setores das classes médias portuguesas.
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Como referenciar
Ala Liberal na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$ala-liberal [visualizado em 2026-06-05 22:43:48].
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