alcoolismo
O alcoolismo resulta do abuso de bebidas alcóolicas, que podem ser bebidas fermentadas, como o vinho, a cerveja, a cidra, etc., ou bebidas destiladas, como a aguardente, os licores, os aperitivos, etc. No decorrer da digestão, o álcool não experimenta nenhuma transformação. Atravessa a mucosa intestinal e passa, tal e qual, para o sangue da veia porta hepática. O excesso de álcool no sangue provoca o alcoolismo que pode ser ocasional ou crónico.
A seguir à ingestão de uma bebida alcoólica, o sangue e, por conseguinte, quase todos os órgãos são mais ou menos impregnados de álcool.
Esta impregnação pode ser medida pela alcoolemia, isto é, o número de gramas de álcool por litro de sangue.
Em jejum, a absorção do álcool é rápida e a alcoolemia atinge rapidamente um valor elevado. Bebido com a refeição, o álcool mistura-se com os alimentos, sendo absorvido mais lentamente, e a alcoolemia é mais baixa. Bebido em jejum (por exemplo, um aperitivo), o álcool é mais nocivo do que quando acompanha uma refeição. Podemos distinguir duas formas de alcoolismo: o alcoolismo agudo ou embriaguez e o alcoolismo crónico ou etilismo.
Esta última forma é mais discreta, mas também mais vulgar. É a forma mais perigosa de intoxicação alcoólica e uma das maiores causas de decadência física e psíquica. O alcoolismo agudo ou embriaguez é consequência do consumo ocasional de grande quantidade de bebidas alcoólicas.
A elevação rápida da taxa de alcool no sangue desencadeia alterações no comportamento cuja importância varia conforme os indíviduos (uns têm um "vinho alegre", outros um "vinho triste") e a taxa de alcoolemia atingida. As alterações observadas são sempre devidas à ação direta do álcool nos diferentes centros do encéfalo. Quando a alcoolemia ultrapassa os 3,4 g/l, ocorre o coma alcoólico, que pode terminar na morte. O alcoolismo crónico, embora resulte de uma repetição muito frequente da embriaguez, está presente na generalidade dos consumidores que bebem diariamente uma quantidade de álcool superior àquela que o organismo pode tolerar. A natureza da bebida tem pouco significado, o que conta é a quantidade de álcool ingerido e a duração da intoxicação. Numerosos órgãos são atingidos pela ação do álcool: coração, vasos sanguíneos, pulmões, tubo digestivo, glândulas endócrinas, sistema nervoso, etc. O fígado e o cérebro são os orgãos mais sensíveis à intoxicação alcoólica e a sua alteração é causa de numerosas mortes, cujo número permite avaliar o grau de alcoolismo de uma população. O alcoolismo é uma verdadeira doença, caracterizada pela dependência do indivíduo relativamente ao álcool. Começa por um consumo "normal" de álcool mas, pouco a pouco, por razões psicológicas ou sociais (condições de trabalho, "código de boas maneiras" a respeitar, falta de vontade, facilidade em adquirir bebidas alcoólicas, etc.), o álcool torna-se uma verdadeira droga.
O bebedor torna-se "escravo" da bebida.
Para manter um comportamento normal tem necessidade de uma certa quantidade de álcool no sangue. A tolerância do seu organismo aumenta, a sua necessidade cresce progressivamente e aparecem perturbações graves no caso de uma paragem abrupta da bebida. O álcool é o instrumento do alcoolismo mas não a causa da doença. Isto porque o tratamento do doente não consiste unicamente em deixar de beber e fazê-lo perder o gosto pelo álcool, mas também em procurar as motivações profundas que estão na origem desse abuso de bebidas alcoólicas.
É impossivel curar um alcoólico se ele não quiser.
A seguir à ingestão de uma bebida alcoólica, o sangue e, por conseguinte, quase todos os órgãos são mais ou menos impregnados de álcool.
Esta impregnação pode ser medida pela alcoolemia, isto é, o número de gramas de álcool por litro de sangue.
Esta última forma é mais discreta, mas também mais vulgar. É a forma mais perigosa de intoxicação alcoólica e uma das maiores causas de decadência física e psíquica. O alcoolismo agudo ou embriaguez é consequência do consumo ocasional de grande quantidade de bebidas alcoólicas.
A elevação rápida da taxa de alcool no sangue desencadeia alterações no comportamento cuja importância varia conforme os indíviduos (uns têm um "vinho alegre", outros um "vinho triste") e a taxa de alcoolemia atingida. As alterações observadas são sempre devidas à ação direta do álcool nos diferentes centros do encéfalo. Quando a alcoolemia ultrapassa os 3,4 g/l, ocorre o coma alcoólico, que pode terminar na morte. O alcoolismo crónico, embora resulte de uma repetição muito frequente da embriaguez, está presente na generalidade dos consumidores que bebem diariamente uma quantidade de álcool superior àquela que o organismo pode tolerar. A natureza da bebida tem pouco significado, o que conta é a quantidade de álcool ingerido e a duração da intoxicação. Numerosos órgãos são atingidos pela ação do álcool: coração, vasos sanguíneos, pulmões, tubo digestivo, glândulas endócrinas, sistema nervoso, etc. O fígado e o cérebro são os orgãos mais sensíveis à intoxicação alcoólica e a sua alteração é causa de numerosas mortes, cujo número permite avaliar o grau de alcoolismo de uma população. O alcoolismo é uma verdadeira doença, caracterizada pela dependência do indivíduo relativamente ao álcool. Começa por um consumo "normal" de álcool mas, pouco a pouco, por razões psicológicas ou sociais (condições de trabalho, "código de boas maneiras" a respeitar, falta de vontade, facilidade em adquirir bebidas alcoólicas, etc.), o álcool torna-se uma verdadeira droga.
O bebedor torna-se "escravo" da bebida.
Para manter um comportamento normal tem necessidade de uma certa quantidade de álcool no sangue. A tolerância do seu organismo aumenta, a sua necessidade cresce progressivamente e aparecem perturbações graves no caso de uma paragem abrupta da bebida. O álcool é o instrumento do alcoolismo mas não a causa da doença. Isto porque o tratamento do doente não consiste unicamente em deixar de beber e fazê-lo perder o gosto pelo álcool, mas também em procurar as motivações profundas que estão na origem desse abuso de bebidas alcoólicas.
É impossivel curar um alcoólico se ele não quiser.
Partilhar
Como referenciar
alcoolismo na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$alcoolismo [visualizado em 2026-07-26 16:42:57].
Outros artigos
-
sistema nervosoO sistema nervoso é o conjunto de nervos, gânglios e centros nervosos que asseguram o comando e a co...
-
glândulas endócrinasGlândulas desprovidas de canais excretores que segregam hormonas diretamente na corrente sanguínea. ...
-
Erasmus BartholinMatemático dinamarquês, nascido em 1625 e falecido em 1698, que descobriu a dupla refração no feldsp
-
base fracaDe um modo semelhante ao de uma base forte, também para uma base fraca o seu poder básico é determin
-
corpo basalCorpúsculo que existe na base dos cílios e dos flagelos, constituído por nove grupos de três túbulos
-
Baruj BenacerrafImunologista norte-americano, de origem venezuelana, nasceu em 1920, em Caracas, e morreu a 2 de ago
-
Barry SharplessQuímico norte-americano, nascido em 1941, em Filadélfia, Pensilvânia, doutorou-se em 1968 na Univers
-
nível de baseEm relação a um curso de água, o nível de base é representado pelo ponto ou plano mais baixo sob o q
-
base forteDe um modo análogo ao dos ácidos, para se avaliar o poder de uma base é necessário determinar a sua
-
Derek BartonQuímico orgânico britânico nascido em 1918, em Kent, e falecido a 16 de março de 1998. Partilhou o P
Partilhar
Como referenciar 
alcoolismo na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$alcoolismo [visualizado em 2026-07-26 16:42:57].