alucinação
A alucinação é uma perceção falsa, sem estímulo exterior. Distingue-se da ilusão, que consiste numa distorção da perceção da realidade.
As alucinações mais frequentes acontecem num quadro de esquizofrenia e constam de "vozes", na maioria dos casos. Mas podem igualmente surgir noutras doenças mentais ou desordens cerebrais. A persistência varia desde a consciência clara sem qualquer outra desordem (alucinose), à anulação geral de toda a consciência e perceção, que ocorre no delírio.
O sujeito atribui estas vozes a uma origem interna ou externa, e existe da parte deste a convicção sólida da sua realidade. Estas vozes podem conversar sobre o sujeito, falar com ele ou repetir os seus pensamentos.
As alucinações podem afetar todos os outros sentidos e serem também visuais, tácteis, olfativas e gustativas.
No doente, o comportamento e o humor podem ser afetados pelas alucinações, principalmente no caso das alucinações auditivas.
Segundo o modelo dinâmico, as alucinações sugerem uma desestruturação do campo da consciência e do próprio ser consciente, cujas necessidades subjetivas superam a realidade objetiva. Por isso, esta necessidade de construção de uma nova realidade, a qual, defensivamente, se constitui de alucinações várias com o propósito de atender a um psiquismo exigente. As alucinações com estas características, ou seja, originárias de um dinamismo psíquico desestruturado, têm sido consideradas por alguns como uma espécie de mecanismo de defesa do ego.
A perceção tem sido considerada como a base da cognição. É um dos requisitos mais elementares para se poder perceber o mundo.
Através dos órgãos dos sentidos os objetos apresentam-se-nos objetivamente e, nas representações internas elaboradas pelo eu, apresentam-se como imagens. Portanto, a imagem deve ser sempre interior e ter sempre uma conceção individual, mas nunca autónoma da realidade. Separando-se da realidade, de forma a produzir um mundo novo e particular, ocorre no domínio das alucinações.
Classificação das alucinações:
- Alucinação auditiva: vozes, estalidos, etc.
- Alucinação de humor congruente e incongruente: ideias delirantes ou alucinações que podem ser concordantes com o humor do sujeito ou antagónico ao mesmo.
- Alucinações gustativas: distorções da perceção do paladar.
- Alucinações olfativas: cheiros persistentes.
- Alucinações somáticas: perceções relacionadas ao interior do corpo, por exemplo, dores, pressões, calores. Distingue-se da hipocondria, pois na alucinação somática há uma interpretação delirante de uma doença física.
- Alucinação táctil: relativa às sensações de contacto, sobre ou sob a pele. Observa-se com frequência em síndromes de abstinência de álcool ou de cocaína.
As alucinações mais frequentes acontecem num quadro de esquizofrenia e constam de "vozes", na maioria dos casos. Mas podem igualmente surgir noutras doenças mentais ou desordens cerebrais. A persistência varia desde a consciência clara sem qualquer outra desordem (alucinose), à anulação geral de toda a consciência e perceção, que ocorre no delírio.
O sujeito atribui estas vozes a uma origem interna ou externa, e existe da parte deste a convicção sólida da sua realidade. Estas vozes podem conversar sobre o sujeito, falar com ele ou repetir os seus pensamentos.
As alucinações podem afetar todos os outros sentidos e serem também visuais, tácteis, olfativas e gustativas.
No doente, o comportamento e o humor podem ser afetados pelas alucinações, principalmente no caso das alucinações auditivas.
Segundo o modelo dinâmico, as alucinações sugerem uma desestruturação do campo da consciência e do próprio ser consciente, cujas necessidades subjetivas superam a realidade objetiva. Por isso, esta necessidade de construção de uma nova realidade, a qual, defensivamente, se constitui de alucinações várias com o propósito de atender a um psiquismo exigente. As alucinações com estas características, ou seja, originárias de um dinamismo psíquico desestruturado, têm sido consideradas por alguns como uma espécie de mecanismo de defesa do ego.
A perceção tem sido considerada como a base da cognição. É um dos requisitos mais elementares para se poder perceber o mundo.
Através dos órgãos dos sentidos os objetos apresentam-se-nos objetivamente e, nas representações internas elaboradas pelo eu, apresentam-se como imagens. Portanto, a imagem deve ser sempre interior e ter sempre uma conceção individual, mas nunca autónoma da realidade. Separando-se da realidade, de forma a produzir um mundo novo e particular, ocorre no domínio das alucinações.
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- Alucinação auditiva: vozes, estalidos, etc.
- Alucinação de humor congruente e incongruente: ideias delirantes ou alucinações que podem ser concordantes com o humor do sujeito ou antagónico ao mesmo.
- Alucinações gustativas: distorções da perceção do paladar.
- Alucinações olfativas: cheiros persistentes.
- Alucinações somáticas: perceções relacionadas ao interior do corpo, por exemplo, dores, pressões, calores. Distingue-se da hipocondria, pois na alucinação somática há uma interpretação delirante de uma doença física.
- Alucinação táctil: relativa às sensações de contacto, sobre ou sob a pele. Observa-se com frequência em síndromes de abstinência de álcool ou de cocaína.
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Como referenciar
alucinação na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$alucinacao [visualizado em 2026-06-12 19:12:20].
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