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Álvaro de Campos
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É o oposto de Caeiro pelo drama ontológico que exprimiu, pela maior envolvência no Modernismo e por manifestar uma trajetória evolutiva da sua obra poética - cuja edição crítica (Poemas de Álvaro de Campos) foi publicada pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda (Lisboa, 1992), sob a responsabilidade de Cleonice Berardinelli.
Pessoa atribuiu a este célebre heterónimo alguns dados biográficos com interesse: nasceu em Tavira em 1890, formou-se em engenharia naval por Glasgow (não é gratuito o facto de estas cidades serem marítimas), e viveu inativo em Lisboa. Costuma-se ver três fases na evolução da escrita de Campos: a primeira, a decadentista, é a que mais se aproxima da nossa poesia finissecular; a segunda, a modernista, corresponde à experiência de vanguarda iniciada com Orpheu; e a terceira é a negativista, na qual a angústia de existir e ser mais se evidencia e se radicaliza. É, por isso, o poeta pessoano que mais se multiplicou na busca incessante do Absoluto e da Verdade.
Gravura do heterónimo de Fernando Pessoa patente na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa
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Como referenciar
Porto Editora – Álvaro de Campos na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2024-04-17 18:15:54]. Disponível em

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