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Amor Crioulo: Vida Argentina
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Último romance de Abel Botelho, deixado incompleto por morte do autor e publicado postumamente por João Grave, seu discípulo, em 1919, onde a conceção da intriga e das personagens se mostra finalmente liberta da perspetiva de análise patológica e pseudocientífica de cariz naturalista que marcou o grosso da produção do autor, desde o conjunto Patologia Social até aos romances fora deste ciclo, Sem Remédio e Os Lázaros. O protagonista, João Silveira, é um conspirador monárquico que se exila na Argentina, e o romance acompanha o seu percurso, desde a longa travessia do Atlântico até aos primeiros tempos no exílio. A maior limpidez da trama e do estilo, o tom autobiográfico (há semelhanças entre o percurso do protagonista e o do autor) e a ausência de teses científicas conferem à obra um estatuto único dentro do conjunto da ficção de Abel Botelho.
Abel Botelho, por António Ramalho. Museu Nacional de Arte Contemporânea, Lisboa
Retrato de Abel Botelho, autor de "Amor Crioulo: Vida Argentina", o seu último romance
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Como referenciar
Amor Crioulo: Vida Argentina na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$amor-crioulo-vida-argentina [visualizado em 2026-06-05 15:57:07].

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