Aníbal Barca
Aníbal Barca nasceu cerca de 247 e faleceu em 183 a. C. Foi um general cartaginês que se tornou célebre na Segunda Guerra Púnica, que ocorreu entre 218 e 201 a. C. A sua formação militar e a sua aversão aos Romanos devem-se à ação do pai, Amílcar Barca, com quem vai para Espanha na juventude. Impulsionava-os o desejo de vingar a derrota dos Cartagineses na Primeira Guerra Púnica. Amílcar morre em 229 a. C. e sucede-lhe Asdrúbal (223 a. C.) no comando do Exército. Foi com este último que se fundou Nova Cartago, passando a constituir o núcleo do poder cartaginês em Espanha, e que se assinou um tratado com Roma fixando limites de expansão na Península no Rio Jucar. O assassinato de Asdrúbal em 221 a. C. precipitou a subida ao poder de Aníbal, que imediatamente encetou uma política de conquista de território aos Romanos por forma a fortalecer a sua presença na Península Ibérica. Destacam-se várias qualidades que fizeram dele um dos maiores líderes da história: a resistência física, a enorme prudência, a audácia quando enfrentava os perigos e uma grande habilidade tática.
Assim, toma Salamantica (Salamanca) e destrói Sagunto, cidade aliada dos Romanos, a norte do Júcar, não respeitando o tratado firmado em 226 a. C. Estes acontecimentos acabaram por desencadear a Segunda Guerra Púnica. A sua ação neste conflito contra os Romanos colocou em perigo a própria cidade de Roma. Muniu-se de um poderoso exército de 40.000 homens constituído por Iberos, Celtas e Lusitanos e atravessou o Nordeste da Península, os Pirenéus, o Sul da Gália e os Alpes, onde perdeu muitos homens e elefantes. Já em Itália infligiu pesadas derrotas aos Romanos nas batalhas junto ao Lago Trasimeno (217 a. C.) e na de Canas (216 a. C.).
Depois desta última vitória, os antigos aliados de Roma, Siracusa e Macedónia, fizeram aliança com Aníbal. Ocupou Cápua com a intenção de se servir dela como base para atacar Roma. O seu desejo não foi concretizado devido à renovação da força das legiões e à falta de material de sedição. Foi então relegado para os territórios do Sul da Itália e para o domínio das cidades gregas do extremo da Península Itálica.
O Exército de Aníbal já não tinha a força de outrora e as consequências foram a perda de vastos territórios, incluindo Nova Cartago, que caiu às mãos de Cornélio Cipião, que se deslocou com o seu Exército para África com o intuito de atacar Cartago, favorecido com a força acrescida do Exército númida de Masinissa. Aníbal ainda tentou defender a capital púnica, mas foi derrotado por Cipião na batalha de Zama (202 a. C.). Com esta vitória, Roma consolidou a supremacia no Mediterrâneo Ocidental.
A Aníbal restou o exílio junto do Rei da Síria, Antíoco, o Grande, a quem deu importantes conselhos para a guerra que este rei mantinha com os Romanos, que acabaram por sair vitoriosos. O cartaginês procurou outro local de exílio, primeiro em Creta e depois na Bitínia. Os Romanos negociaram com o Rei da Bitínia, Prúsias, para que este lhes entregasse Aníbal, mas este preferiu suicidar-se com veneno a submeter-se à humilhação de ficar prisioneiro dos inimigos.
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