António Mendes Correia
Antropólogo português, António Augusto Esyeves Mendes Correia nasceu a 4 de abril de 1888, no Porto, e morreu a 7 de janeiro de 1960, na cidade de Lisboa.
Licenciou-se em Medicina em 1911 e foi nomeado assistente de Ciências Biológicas na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, onde começou a ensinar Antropologia.
Dois anos mais tarde, em 1913, fez provas públicas nesta mesma faculdade, apresentando a dissertação: "Os Criminosos Portugueses (Estudos de Antropologia Criminal)".
Apesar de ser licenciado em Medicina, António Mendes Correia dedicou-se sobretudo ao ensino e à investigação científica.
Foi professor de Geografia e Etnologia na Faculdade de Letras do Porto e Professor Catedrático da Faculdade de Ciências da mesma cidade. Para além da docência, Mendes Correia ocupou diversos cargos diretivos, tendo sido Diretor do Instituto de Investigação Científica de Antropologia da Faculdade de Ciências do Porto (1923), Diretor da Escola Superior Colonial, que mais tarde se veio a chamar Instituto Superior de Estudos Ultramarinos (1946), e Presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa (1951), entre outros.
António Mendes Correia ajudou ainda a fundar diversos institutos, sociedades, museus e laboratórios científicos tais como o Museu Antropológico do Instituto de Antropologia da Universidade do Porto e a Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia.
No âmbito da política, foi Presidente da Câmara Municipal do Porto de 1936 a 1942 e Deputado da Assembleia Nacional a partir de 1945.
António Mendes Correia foi um dos nomes mais importantes da Antropologia portuguesa do século XX. Para além de professor de Antropologia, Mendes Correia soube acompanhar as mais relevantes correntes do seu tempo e contribuir para a sedimentação desta ciência em Portugal.
Conhecedor de múltiplos saberes, Mendes Correia publicou inúmeros estudos no âmbito da Antropologia, Arqueologia, Criminologia e História.
Da sua vastíssima obra destacam-se as seguintes publicações:
1911, O Génio e o Talento na Patologia;
1913, Criminosos Portugueses;
1915, Crianças Delinquentes;
1915, Antropologia;
1919, Raça e Nacionalidade;
1921, Homo;
1924, Os Povos Primitivos da História;
1925, A Antropologia nas suas relações com a Arte;
1931, A Nova Antropologia Criminal;
1932, Origens da Cidade do Porto;
1934, Da Biologia à História;
1940, Da Raça e do Espírito;
1946, Uma Jornada Científica na Guiné Portuguesa;
1954, Antropologia e História.
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