Aqueduto de S. Sebastião
Este aqueduto conimbricense, provavelmente erigido sobre as fundações de um outro romano, nasceu fora da teia das muralhas, entre duas colinas - a da Alta e a de Santa Ana. Construído no reinado de D. Sebastião, no ano de 1570 (conforme se lê na lápide do arco nobre), ficou vulgarmente conhecido por arcos do Jardim. Já D. Pedro, duque de Coimbra, havia tentado realizar este empreendimento, entrando em contenda com o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, cujos frades desde sempre se opuseram, pois o caudal de água da sua quinta seria diminuído.
Pretendeu-se, pois, levar ao Largo da Feira (atual Largo da Sé Nova) águas de múltiplas nascentes, entre elas as das fontes da Rainha e de El-Rei. É uma obra robusta, algo imponente, formada por vinte arcos de alvenaria, que perfazem cerca de mil metros de comprimento. O rearranjo que a Cidade Universitária sofreu durante o Estado Novo viria a diminuí-lo num arco, o do poente. São de perfil semicircular e de alturas desiguais (os mais altos são em número de quinze), de modo a acompanhar o acidentado do terreno, assentes em pilares com as faces exteriores ornadas de degraus. O segundo grupo de arcos (em número de cinco) forma um lanço ligeiramente infletido para norte, com um ângulo junto ao atual Instituto Botânico. O último arco, ainda mais direcionado a norte, foi demolido.
O primeiro arco é o chamado arco nobre ou de honra, acoplado à Casa-Museu Dr. Bissaya Barreto. O aparelho difere dos restantes, sendo aparado. O arco oblíquo obedeceu ao traçado da estrada que sob ele passava e apresenta risco idêntico nas duas faces. É encimado por cornija, ladeada nos ângulos por composição arquitetónica de pilastras decoradas por pendentes de frutos e rótulos, sobrepujados por cornija que surge no prolongamento da que encima o arco, enquadrando inscrições - as da fachada voltada a sul são em latim, as voltadas a norte em português. São precisamente estas que datam o aqueduto e o referenciam como sendo obra de reedificação de um outro primitivo, do qual se aproveitaram as fundações. A cornija é encimada por estrutura trapezoidal, de lados recurvos, com composição central de pilastras, onde se inscrevem, a sul, o escudo de armas nacionais, já destituído da coroa, e, a norte, a esfera com a cruz de Cristo. O remate, em forma de templete dórico, eleva-se sobre o canal das águas. É também ele trapezoidal, coroado por lanternim assente em cúpula de tijolo. Encima o conjunto cruzeta de ferro. Sob a cúpula encontra-se estrutura pétrea maciça, com dois nichos escavados nos topos, enquadrados por colunas - o do norte com a imagem de S. Roque com o anjo e o cão; o do sul com o patrono S. Sebastião. Em lugar das setas, os estudantes chegaram a pôr um irreverente letreiro que dizia "Basta de tanto sofrer!"
Pretendeu-se, pois, levar ao Largo da Feira (atual Largo da Sé Nova) águas de múltiplas nascentes, entre elas as das fontes da Rainha e de El-Rei. É uma obra robusta, algo imponente, formada por vinte arcos de alvenaria, que perfazem cerca de mil metros de comprimento. O rearranjo que a Cidade Universitária sofreu durante o Estado Novo viria a diminuí-lo num arco, o do poente. São de perfil semicircular e de alturas desiguais (os mais altos são em número de quinze), de modo a acompanhar o acidentado do terreno, assentes em pilares com as faces exteriores ornadas de degraus. O segundo grupo de arcos (em número de cinco) forma um lanço ligeiramente infletido para norte, com um ângulo junto ao atual Instituto Botânico. O último arco, ainda mais direcionado a norte, foi demolido.
O primeiro arco é o chamado arco nobre ou de honra, acoplado à Casa-Museu Dr. Bissaya Barreto. O aparelho difere dos restantes, sendo aparado. O arco oblíquo obedeceu ao traçado da estrada que sob ele passava e apresenta risco idêntico nas duas faces. É encimado por cornija, ladeada nos ângulos por composição arquitetónica de pilastras decoradas por pendentes de frutos e rótulos, sobrepujados por cornija que surge no prolongamento da que encima o arco, enquadrando inscrições - as da fachada voltada a sul são em latim, as voltadas a norte em português. São precisamente estas que datam o aqueduto e o referenciam como sendo obra de reedificação de um outro primitivo, do qual se aproveitaram as fundações. A cornija é encimada por estrutura trapezoidal, de lados recurvos, com composição central de pilastras, onde se inscrevem, a sul, o escudo de armas nacionais, já destituído da coroa, e, a norte, a esfera com a cruz de Cristo. O remate, em forma de templete dórico, eleva-se sobre o canal das águas. É também ele trapezoidal, coroado por lanternim assente em cúpula de tijolo. Encima o conjunto cruzeta de ferro. Sob a cúpula encontra-se estrutura pétrea maciça, com dois nichos escavados nos topos, enquadrados por colunas - o do norte com a imagem de S. Roque com o anjo e o cão; o do sul com o patrono S. Sebastião. Em lugar das setas, os estudantes chegaram a pôr um irreverente letreiro que dizia "Basta de tanto sofrer!"
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Como referenciar
Aqueduto de S. Sebastião na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$aqueduto-de-s.-sebastiao [visualizado em 2026-06-24 17:23:40].
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