arteterapia
A arteterapia é uma abordagem psicológica que utiliza, essencialmente, as técnicas expressivas verbais e não verbais e os recursos artísticos com finalidade terapêutica, tais como o desenho, a pintura, a dança, a modelagem, a escultura, entre outros. As formas de comunicação verbal são associadas às não verbais e são as interpretações e explicações verbais que vão ajudar a tratar perturbações emocionais. A atividade criativa, aliada ao trabalho de compreensão intelectual e emocional, facilita o processo evolutivo da personalidade como um todo. O próprio processo de criação artística é já uma forma do sujeito se reconciliar consigo mesmo e transferir algo que é interno para o mundo exterior e poder comunicar com o meio, permitindo a saída do isolamento, no caso deste existir.
O uso da arte como terapia implica que o processo criativo possa ser um meio tanto de reconciliar conflitos emocionais, como de facilitar a autopercepção e o desenvolvimento pessoal, ou seja, melhorar tanto a nível interno como externo.
A arteterapia utiliza a criação de símbolos para representar coisas complexas. A espontaneidade na expressão é muito importante pois permite que não haja lugar à intervenção da censura. Em casos mais graves de perturbações mentais, a arteterapia funciona muito bem já que o sujeito pode expressar-se através dos instrumentos.
A arte é a maneira que o ser humano encontra para simbolizar a sua experiência, expressar a emoção e a alma, usando a sua criatividade e imaginação em prol do seu bem-estar.
A arte age como facilitadora e catalisadora dos processos de resgate da qualidade de vida e das formas mais humanas e sensíveis de viver.
Em 1942, surge o termo arteterapia com Adrian Hill. Segundo Freud, o conteúdo latente dá forma à dinâmica psicológica, tornando-se manifesto na expressão comportamental do indivíduo. Ganha expressão involuntariamente, numa forma distorcida ou atormentada como uma mensagem disfarçada. Segundo uma perspetiva mais moderna, a arte permite avaliar a expressão, a simbolização e a perceção do indivíduo.
Rever crenças e paradigmas, através da arte e do processo criador, é uma das principais tarefas do arteterapeuta. A ação do analista é orientada no sentido de ser um agente facilitador da compreensão e execução das propostas apresentadas. A sua interferência não determina ou rompe o processo de criação dos alunos, mas facilita o conhecimento cada vez maior a respeito de si mesmos e da arte, valorizando o seu papel na sociedade. Na maioria dos casos, as sessões terapêuticas dividem-se em duas fases: na primeira fase, existe um tempo de pintura ou outra atividade criativa, que pode ter um tema específico para se poder resolver áreas de conflito e neste caso os temas variam entre ser pessoais e problemáticos ou superficiais, mas sempre escolhidos segundo um objetivo terapêutico; ou pode ser livre, onde o paciente é encorajado a exprimir-se livremente; na segunda fase há um período de discussão que tende a focalizar-se na produção atual da forma de arte, como o paciente se sente, como aquela arte o faz sentir, o paciente é convidado a refletir sobre os seus sentimentos e, em geral, o processo de criação da imagem relaciona-se com a situação em que o paciente se encontra.
Pode ser feita em grupo ou individualmente, mas, em ambos os casos, os terapeutas são simultaneamente observadores e participantes. Trabalhando em conjunto e discutindo a arte produzida nas sessões, o terapeuta deve ajudar o paciente a dar sentido à sua produção, não implicando isto a interpretação direta, mas sim sugestões e explorações acerca dos seus significados.
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