Arthur Felling
Fotógrafo polaco, Usher Felling nasceu em Zloczew, na Polónia, e morreu em 1968, Nova Iorque.
Aos 11 anos muda-se com a família para Nova Iorque, onde muda de nome para passar a chamar-se Arthur Felling.
As dificuldades financeiras fizeram com que Arthur deixasse a escola aos 14 anos para ajudar a família. Começa assim a trabalhar como assistente de um fotógrafo comercial, vendendo os retratos que tirava na rua.
Aos 18 anos sai de casa dos pais. Passa por dificuldades financeiras, com empregos mal remunerados, mas nunca deixa de sonhar com o seu próprio estúdio fotográfico. Em 1918 é contratado como técnico de laboratório por uma grande empresa de Manhattan e três anos mais tarde é contratado como assistente de laboratório no The New York Times, onde permaneceria durante aproximadamente dois anos.
Até 1935, Felling trabalhou em diversos laboratórios, mas acabou por decidir passar a trabalhar em regime de freelancer.
Através das escutas que fazia via rádio às chamadas da polícia e dos bombeiros, devidamente autorizadas, era sempre o primeiro fotógrafo a chegar aos locais e a fotografar em primeira mão os acontecimentos. Foi assim que ganhou a alcunha de Weegee, e foi também nesta altura que começou a carimbar o verso das suas fotografias com a inscrição "Credit Photo: Weegee the Famous", com vista a alcançar a notoriedade pelos seus trabalhos.
As fotografias de Felling foram publicadas por quase todos os jornais de Nova Iorque, entre os quais o New York Tribune, o New York Post, o World Telegram, o Daily News e o New York Sun.
Em 1941, a Photo League promove uma exposição do seu trabalho intitulada "Weegee: Murder is My Business". Em 1945 publica o seu primeiro livro Naked City. Pouco tempo depois, decide abandonar este tipo trabalhos e começa a fazer fotografias para fins publicitários, para revistas como Life, Vogue ou Fortune.
Em 1946 vende os direitos de Naked City para a realização de um filme e começa a trabalhar como consultor técnico e ator secundário em Hollywood.
Em 1948, participa na exposição "50 Photographs by 50 Photographers", organizada por Edward Steichen, no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque.
Alguns anos mais tarde regressa a Nova Iorque para começar a trabalhar num projeto que consistia na produção de retratos distorcidos de figuras públicas, recorrendo para tal à utilização de lentes caleidoscópicas e espelhos. Estes trabalhos viriam a ser publicados três anos mais tarde pela revista Vogue.
No final da década de 50, viaja pela Europa a serviço do jornal Daily Mirror, realizando paralelamente diversas exposições dos seus trabalhos.
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