Arthur Jensen
Psicólogo norte-americano, Arthur Robert Jensen nasceu a 24 de agosto de 1923, em San Diego, na Califórnia.
Em 1945, obteve o bacharelato pela Universidade da Califórnia, em Berkeley, em 1952, terminou o mestrado na Faculdade Estatal de San Diego e, em 1956, obteve o doutoramento pela Universidade de Colúmbia. Entre 1954 e 1956, realizou o internato clínico no Instituto Psiquiátrico da Universidade de Maryland. Posteriormente, ganhou uma bolsa de investigação pós-doutoramento de dois anos no Instituto Psiquiátrico da Universidade de Londres, onde trabalhou com Hans Eysenck, um psicólogo de renome, conhecido pela sua teoria evolucionista do comportamento humano e que se dedicava, nessa altura, à psicologia diferencial. Em 1958, tornou-se docente de Psicologia Educacional na Universidade da Califórnia, em Berkeley, e realizou investigação no Instituto de Aprendizagem Humana. Após um estudo inicial sobre a aprendizagem verbal, Arthur Jensen regressou à análise das diferenças individuais na aprendizagem e inteligência humanas.
Na sua investigação, Jensen considerou que a capacidade cognitiva do indivíduo era fundamentalmente um traço hereditário determinado, portanto, por elementos genéticos e não pelo meio no qual se vive. Este psicólogo realizou testes para comparar grupos culturalmente opostos e dos resultados alcançados distinguiu dois níveis de capacidade de aprendizagem. Verificou que o primeiro nível, correspondente à aprendizagem associativa, ou seja, à capacidade de memorização e de conhecimentos básicos, era igualmente existente em todos os indivíduos. Quanto ao segundo nível, relativo à aprendizagem conceptual, isto é, à capacidade de manipular e transformar informação e de resolver problemas, este ocorria com menor predominância nos indivíduos de origem africana. De acordo com os dados obtidos, Jensen considerava que os americanos brancos eram mais inteligentes do que os afro-americanos e que a divergência nos seus desempenhos provinha 80% da hereditariedade (causa natural) e 20% da educação familiar, escolar e de outros elementos contextuais.
Em 1969, Arthur Jensen publicou um artigo controverso, na Revista de Educação de Harvard, intitulado "How Much Can We Boost IQ and Scholastic Achievement?", no qual retoma o debate sobre a importância da genética na distinção da capacidade intelectual. Escreveu 400 artigos e publicou alguns livros dos quais se destacam: Social Class, Race and Psychological Development (1968, coautor), Genetics and Education (1972), Educability and Group Differences (1973), Race and Mental Ability (1974), Bias in Mental Testing (1979), Straight Talk about Mental Tests (1980) e The g Fator: the Science of Mental Abilities (1998).
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