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Asplund
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Arquiteto sueco, Erik Gunnar Asplund nasceu em 1885, em Estocolmo.
Começa a sua carreira pela pintura, antes de ter estudado Arquitetura na Escola Superior Técnica e na Academia de Arte de Estocolmo, entre 1905 e 1909.

Após ter terminado o curso colaborou com os arquitetos Ivar Tengbom, Carl Westman e Ragnar Östberg, sendo evidente a grande influência que estes tiveram no início da sua carreira.
Trabalhou na Escola Superior Técnica de Estocolmo como assistente em 1912 e 1913, tendo regressado em 1931 como docente da cadeira de Arquitetura até 1940, data da sua morte.
Para completar a sua formação arquitetónica viajou entre 1913 e 1914 pelo seu país e pela Europa, sobretudo por Itália, Grécia e França, constituindo um processo de aprendizagem que se transformou na evidente influência clássica que trabalhou durante toda a sua vida.

Com Sigurd Lewerentz, um dos membros fundadores da Academia Livre de Arquitetura, ganhou o concurso para o Cemitério Sul de Estocolmo, tendo trabalhado para esse projeto entre 1914 e 1928.
Durante esse período faz também os projetos para a capela do cemitério, entre 1918 e 1920, a Casa Snellman, em Djursholm, entre 1917 e 1918, o Cinema Skandia e a Biblioteca Municipal de Estocolmo entre 1924 e 1927, sendo as duas últimas obras de referência na carreira de Asplund.
O Cinema Skandia, com forma retangular, exibia um grande domínio das proporções da articulação de espaços e das dominantes verticais e horizontais que compunham o conjunto.
A Biblioteca Municipal de Estocolmo, cujo conjunto era dotado de uma absoluta simetria, era composta por um edifício cilíndrico central rodeado por três corpos retangulares, cuja composição, articulação volumétrica e espacial, métrica dos alçados e arranjo do conjunto envolvente evidenciam um grande domínio do léxico e da lógica da conceção clássica, despojada, rigorosa e proporcionada.

Em 1930 traçou um conjunto de edifícios para a Exposição de Estocolmo, tendo sido notável a maneira como projetou o restaurante, utilizando materiais conotados com a arquitetura de vanguarda que se fazia no resto da Europa, como o ferro e o vidro, onde a grande leveza dos elementos estruturais metálicos associados ao vidro e a um conjunto policromado de painéis resultam numa excecional obra de arquitetura rompendo com a tradição e introduzindo uma versão mais delicada do racionalismo. Reveste-se de particular importância o pioneirismo desta obra numa altura em que o Movimento Moderno dava os seus primeiros passos na conquista de uma nova arquitetura.

O Movimento Moderno nos anos 30 obtém uma grande adesão por toda Escandinávia, tendo efetuado várias experiências tanto em habitações como em edifícios públicos, tal como igrejas, hospitais, universidades e museus. Contudo, Asplund manteve sempre um distanciamento crítico em relação ao movimento. No Crematório no Cemitério Sul de Estocolmo, feito entre 1935 e 1940, consegue criar uma grande harmonia entre os edifícios e o espaço envolvente utilizando formas geométricas de dominantes verticais e horizontais e produzindo um ambiente de calma, paz e repouso, adequado à natureza da sua utilização.

Principais obras a realçar: a Escola Carl Johan, em Gotemburgo (1915-1924); o Tribunal do Condado, em Sölvesburg (1917-1921); a Capela do Bosque, em Estocolmo (1918-1920); o Armazém Bredemberg, em Estocolmo (1933-1935); o Laboratório de Bacteriologia do Estado, em Estocolmo (1933-1937); e a Ampliação da Câmara Municipal de Gotemburgo (1934-1937).

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Como referenciar
Asplund na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$asplund [visualizado em 2026-06-12 12:43:50].

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