ativo (economia)
Na definição de ativo é normalmente incluído qualquer bem ou direito na posse de um determinado sujeito económico e que, nesse contexto, constitui parte do património desse mesmo sujeito. Mais especificamente e ao nível da contabilidade das empresas, o ativo apresenta-se como uma das partes do balanço, normalmente o lado esquerdo quando este é apresentado na forma horizontal, que é, aliás, a forma mais usual.
Como parte do balanço de uma empresa, o ativo representa o conjunto de bens e direitos dessa mesma empresa num determinado momento.
No âmbito do sistema contabilístico, o ativo pode ser dividido primariamente em ativo imobilizado, que compreende os ativos que previsivelmente permaneçam na empresa mais de um ano, e ativo circulante, que, como o próprio nome indica, abarca os ativos que circulam mais rapidamente, aqui se incluindo os stocks de existências, as dívidas de terceiros e as disponibilidades.
O ativo imobilizado é constituído pela classe de imobilizações, que por sua vez inclui quatro subclasses: investimentos financeiros, que representam as aplicações financeiras efetuadas pela empresa em partes de capital de outras entidades, obrigações, empréstimos, imóveis, etc., com carácter de médio ou longo prazo (superior a um ano); imobilizações corpóreas, onde se inclui a dotação da empresa em termos de terrenos, edifícios, equipamento básico, equipamento de transporte, ferramentas e utensílios, equipamento administrativo, taras e vasilhame, etc.; imobilizações incorpóreas, que inclui, entre outros, o investimento da empresa em despesas de instalação, despesas de investigação e desenvolvimento, propriedade industrial, trespasses, etc.; imobilizações em curso, que inclui basicamente o valor do investimento já realizado num determinado ativo (um edifício, por exemplo) ainda não concluído à data de elaboração do balanço em causa.
O ativo circulante é constituído pelas seguintes classes fundamentais: existências, onde estão incluídos os stocks de mercadorias, matérias-primas, subsidiárias e de consumo, produtos acabados e intermédios, produtos e trabalhos em curso, sub-produtos, desperdícios, resíduos e refugos existentes na empresa no momento ao qual se reporta o balanço; dívidas de terceiros, que inclui as dívidas relativamente às quais a empresa é credora face a clientes, Estado e outros entes públicos, etc.; disponibilidades, que inclui os meios mais líquidos à disposição da empresa, nomeadamente dinheiro em caixa, depósitos bancários, títulos negociáveis, etc.
A apresentação do ativo dentro do balanço é normalmente feita por ordem crescente de liquidez (facilidade de transformação de cada ativo em dinheiro), começando então pelas imobilizações, seguindo-se as existências, as dívidas de terceiros e as disponibilidades.
-
EstadoDo ponto de vista filosófico, a noção de Estado consiste na existência de um conjunto de instituiçõe...
-
Globalização e Crises FinanceirasNa década de 70, mais precisamente a partir de 1973, o Estado Providência começou a ser posto em cau
-
Crise do Modelo de Crescimento do Pós-II GuerraCom o abalo mundial causado pela devastação da Segunda Grande Guerra foi necessário criar uma série
-
curva da ofertaMuitos dos problemas económicos fundamentais são analisados à luz dos aspetos que estão à volta do c
-
cultura empresarialConjunto dos valores, dos símbolos e sinais partilhados pelos membros de uma empresa e que marcam os
-
crowding-outEntre os instrumentos normalmente à disposição do Estado para influenciar a economia está a denomina
-
ponto crítico de vendasNo desenvolvimento das suas atividades de exploração, investimento, financiamento, etc., as empresas
-
Crescimento económico e tecnológico do JapãoO início do extraordinário desenvolvimento do Japão deu-se no princípio do século XX, tendo-se posto
-
curva de LorenzA questão da distribuição e repartição de rendimentos numa economia é das mais controversas dentro d
-
Hegemonia da Cultura UrbanaDesde tempos imemoriais que as cidades representam o topo da evolução de uma sociedade, constituindo