Auto dos Quatro Tempos
Auto de Gil Vicente representado no Natal perante o rei D. Manuel, na cidade de Lisboa, dentro da Capela de S. Miguel nos Paços de Alcáçova, a pedido de sua mãe.
Personagens: verão, estio, inverno, outono, Júpiter, um Serafim, dois Anjos e um Arcanjo.
Argumento: O tema é a adoração ao Menino Jesus no presépio. Este auto destaca-se pela ausência de diálogos.
A peça inicia-se com um Serafim (acompanhado por um Arcanjo e dois Anjos), que quer visitar o Presépio. Chegam então as quatro alegorias (estações do ano). As personagens verão, estio, inverno e outono são personificadas por pastores. O inverno chega caminhando sobre o frio e a neve. O verão (que na época designava a primavera) carrega flores. O estio é representado por uma figura muito enferma e muito magra que traz uma capela de palha. Ao outono é dada pouca importância.
Após a apresentação do Universo ao Menino (feita por Júpiter e pelas quatro estações), o rei David oferece em sacrifício o seu espírito e o seu coração.
-
UniversoSistema cósmico de matéria e energia. As galáxias, com as suas estrelas, os sistemas solares e as ne...
-
estações do anoAs estações do ano são divisões artificiais do período anual, que se fazem coincidir com fenómenos g...
-
PresépioSegundo a tradição, o "presépio" é o conjunto de acontecimentos passados no local onde nasceu o Meni...
-
LisboaAspetos geográficos Cidade, capital de Portugal, sede de distrito e de concelho. Localiza-se na Regi...
-
NatalO sentido social maior da festa do Natal é, sem dúvida, a reunião da família. Num mundo em que as pe...
-
Gil VicenteNão há dados exatos quanto à data e local do nascimento de Gil Vicente. Contudo, e de acordo com Jac...
-
Os Homens de RomaDrama em quatro atos, de Silva Pinto, representado pela primeira vez no Teatro Príncipe Real do Port
-
Prática de oito figurasSimples conversa entre oito figuras, "esta obra não tem enredo e não constitui propriamente uma comé
-
Ódio de RaçaDrama de atualidade de Gomes de Amorim, cuja ação é localizada no Pará, no sertão amazónico, em 1846
-
Os Homens de MármoreDrama de atualidade que assinala uma inflexão, na obra de Mendes Leal em particular e na dramaturgia