automação
A. Giddens refere-se à automatização como "o uso de máquinas para executar e controlar processos de produção com uma supervisão mínima da parte dos seres humanos" (1997, Sociologia. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian).
A automação afeta sobretudo os grandes estabelecimentos de produção. Dá uma nova organização às sequências de trabalho, pois substitui a cadeia de montagem clássica por linhas de transferência onde se integram todas as operações. Substitui a ligação individual do trabalhador a uma máquina por uma mobilidade acentuada entre as operações, introduzindo, assim, uma nova forma de rendimento coletivo.
A introdução do computador desempenha aqui uma parte essencial na flexibilização da produção. O rápido desenvolvimento na produção de robôs industriais, nomeadamente, leva-os a desempenhar cada vez mais funções, até aqui executadas pelos homens.
Os sistemas de produção flexível FMS (Flexible Manufacturing System), na indústria moderna, revelam-se um fenómeno de grande importância. Estes sistemas, que consistem num centro de maquinaria controlada por computador, "podem produzir uma pequena quantidade de bens tão eficientemente como uma linha de produção projetada para produzir um milhão de produtos idênticos" (Giddens, 1997: 586).
Sendo um sistema já altamente desenvolvido no Japão, na indústria ocidental, contrariamente, "a produção industrial ainda se encontra marcada frequentemente por formas de autoridade bastante rígidas associadas a posições de baixa responsabilidade" (Giddens, 1997: 588) (tarefas estabelecidas pela gestão e com pouca autonomia de ação), enquanto que os FMS proporcionam um trabalho mais grato, de grande responsabilidade, que dá aos indivíduos um amplo controlo do ritmo de trabalho.
A automação designa, assim, um processo de transformação no modo de organização do trabalho subjacente ao desenvolvimento das técnicas de automatização. Deste modo, a qualidade de vida no trabalho é otimizada quando se reveste das seguintes características:
"- O trabalhador é o principal responsável por aquilo que faz. Dispensa-se a supervisão contínua.
- O trabalho é reestruturado de modo a envolver uma série variada de operações, em vez de um único conjunto de tarefas.
- Constrói-se um contexto de trabalho que permite a interação cooperativa com outros, ou pode mesmo exigi-la" (Giddens, 1997: 588).
Isto traz consequências nos domínios da vida económica e social. Entre elas contam-se a multiplicação dos trabalhos de controlo, a criação de novas atividades que necessitam de novas aptidões profissionais (influenciando as qualificações requeridas), necessidade de criar novos empregos, evolução da qualificação profissional, ameaça de desemprego, aumento dos custos dos investimentos, mudança da dimensão ótima das empresas, maior estandardização dos produtos, criação de novos empregos, de novos produtos, de novas necessidades, etc.
A automatização coloca um problema essencial, que é o de saber como controlar os novos poderes que estas novas técnicas conferem àqueles que as possuem.
A automação afeta sobretudo os grandes estabelecimentos de produção. Dá uma nova organização às sequências de trabalho, pois substitui a cadeia de montagem clássica por linhas de transferência onde se integram todas as operações. Substitui a ligação individual do trabalhador a uma máquina por uma mobilidade acentuada entre as operações, introduzindo, assim, uma nova forma de rendimento coletivo.
A introdução do computador desempenha aqui uma parte essencial na flexibilização da produção. O rápido desenvolvimento na produção de robôs industriais, nomeadamente, leva-os a desempenhar cada vez mais funções, até aqui executadas pelos homens.
Os sistemas de produção flexível FMS (Flexible Manufacturing System), na indústria moderna, revelam-se um fenómeno de grande importância. Estes sistemas, que consistem num centro de maquinaria controlada por computador, "podem produzir uma pequena quantidade de bens tão eficientemente como uma linha de produção projetada para produzir um milhão de produtos idênticos" (Giddens, 1997: 586).
Sendo um sistema já altamente desenvolvido no Japão, na indústria ocidental, contrariamente, "a produção industrial ainda se encontra marcada frequentemente por formas de autoridade bastante rígidas associadas a posições de baixa responsabilidade" (Giddens, 1997: 588) (tarefas estabelecidas pela gestão e com pouca autonomia de ação), enquanto que os FMS proporcionam um trabalho mais grato, de grande responsabilidade, que dá aos indivíduos um amplo controlo do ritmo de trabalho.
A automação designa, assim, um processo de transformação no modo de organização do trabalho subjacente ao desenvolvimento das técnicas de automatização. Deste modo, a qualidade de vida no trabalho é otimizada quando se reveste das seguintes características:
"- O trabalhador é o principal responsável por aquilo que faz. Dispensa-se a supervisão contínua.
- O trabalho é reestruturado de modo a envolver uma série variada de operações, em vez de um único conjunto de tarefas.
- Constrói-se um contexto de trabalho que permite a interação cooperativa com outros, ou pode mesmo exigi-la" (Giddens, 1997: 588).
Isto traz consequências nos domínios da vida económica e social. Entre elas contam-se a multiplicação dos trabalhos de controlo, a criação de novas atividades que necessitam de novas aptidões profissionais (influenciando as qualificações requeridas), necessidade de criar novos empregos, evolução da qualificação profissional, ameaça de desemprego, aumento dos custos dos investimentos, mudança da dimensão ótima das empresas, maior estandardização dos produtos, criação de novos empregos, de novos produtos, de novas necessidades, etc.
A automatização coloca um problema essencial, que é o de saber como controlar os novos poderes que estas novas técnicas conferem àqueles que as possuem.
Partilhar
Como referenciar
automação na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$automacao [visualizado em 2026-06-13 05:39:15].
Outros artigos
-
qualidade de vidaSe, por qualidade de vida, se entende melhores condições de existência, trata-se certamente de um pr...
-
JapãoGeografia País insular da Ásia Oriental. Situado ao largo da costa oriental da Ásia, o Japão é um ar...
-
Fundação Calouste GulbenkianInstituição privada portuguesa criada em 1956, por vontade testamentária de Calouste Sarkis Gulbenki...
-
histogramaPara a representação gráfica de dados contínuos, usa-se um diagrama de áreas ou histograma, formado
-
impostos indiretosNo sentido de financiarem as despesas em que têm necessidade de incorrer, os estados utilizam, entre
-
incotermsExpressões padronizadas, utilizadas na prática do comércio internacional, que indicam quais as respo
-
relações humanasO Movimento das Relações Humanas surge como reação contra a Organização Científica do Trabalho, tend
-
impostos regressivosOs impostos são um elemento constante de todas as sociedades modernas, cujos Estados os veem como fo
-
rupia indonésiaA rupia indonésia é a moeda oficial da Indonésia e tem por símbolo Rp e por código IDR. É divisível
-
impostos progressivosA existência de impostos numa determinada economia está ligada, entre outras eventuais razões, à nec
Partilhar
Como referenciar 
automação na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$automacao [visualizado em 2026-06-13 05:39:15].