Basílica Paleocristã de Mértola
A basílica paleocristã de Mértola, de grandes dimensões, jaz sob o pátio da escola primária que em 1920 foi construída no sítio onde se erguera a igreja do Carmo.
As primeiras referências a este monumento remontam aos finais do século XIX e foram fornecidas por Estácio da Veiga. O conjunto reúne os pavimentos e muros do antigo monumento bem como a necrópole, que Estácio da Veiga igualmente assinalara, constituída por inúmeras sepulturas, intactas e conservando ainda os epitáfios.
A planta da basílica é retangular, com três naves, de idênticas dimensões, e duas absides dispostas nos extremos da nave central.
A necrópole engloba sepulturas de dois tipos: com cobertura de argamassa e lápide de cabeceira com inscrição funerária; com cobertura de lajes de xisto transversais e anónimas. As inscrições funerárias foram preciosas para a datação do monumento (as datações mais antigas que aparecem nas lápides dizem respeito ao século V), bem como para estudos demográficos sobre um período ainda bastante desconhecido da nossa história.
A basílica terá sido construída ao lado da via romana que seguia para Beja. Cairia em ruína, ao longo dos séculos IX e X, altura em que os povos do Islão terão transformado esse espaço fúnebre cristão num espaço fúnebre muçulmano.
Dentre o espólio recolhido nas escavações mais recentes destaquemos o conjunto das lápides, muitas das quais se encontravam encastradas na cobertura da sepultura, e um brinco de ouro.
Hoje podemos reviver um pouco desse passado no núcleo paleocristão do Museu de Mértola.
As primeiras referências a este monumento remontam aos finais do século XIX e foram fornecidas por Estácio da Veiga. O conjunto reúne os pavimentos e muros do antigo monumento bem como a necrópole, que Estácio da Veiga igualmente assinalara, constituída por inúmeras sepulturas, intactas e conservando ainda os epitáfios.
A planta da basílica é retangular, com três naves, de idênticas dimensões, e duas absides dispostas nos extremos da nave central.
A necrópole engloba sepulturas de dois tipos: com cobertura de argamassa e lápide de cabeceira com inscrição funerária; com cobertura de lajes de xisto transversais e anónimas. As inscrições funerárias foram preciosas para a datação do monumento (as datações mais antigas que aparecem nas lápides dizem respeito ao século V), bem como para estudos demográficos sobre um período ainda bastante desconhecido da nossa história.
A basílica terá sido construída ao lado da via romana que seguia para Beja. Cairia em ruína, ao longo dos séculos IX e X, altura em que os povos do Islão terão transformado esse espaço fúnebre cristão num espaço fúnebre muçulmano.
Dentre o espólio recolhido nas escavações mais recentes destaquemos o conjunto das lápides, muitas das quais se encontravam encastradas na cobertura da sepultura, e um brinco de ouro.
Hoje podemos reviver um pouco desse passado no núcleo paleocristão do Museu de Mértola.
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Como referenciar
Basílica Paleocristã de Mértola na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$basilica-paleocrista-de-mertola [visualizado em 2026-06-06 17:00:12].
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Basílica Paleocristã de Mértola na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$basilica-paleocrista-de-mertola [visualizado em 2026-06-06 17:00:12].