bastão (mitologia)
O bastão é, por excelência, um símbolo de autoridade e poder utilizado pelas divindades de diferentes culturas, mas também é símbolo do apoio da humildade, dedicação e sacrifício do peregrino e da condução do pastor na sua caminhada solitária. Os monges budistas utilizam o bastão como uma ajuda na sua caminhada e como uma arma de defesa pacífica. Símbolo do estado monástico e usado pelo Papa na religião cristã, o bastão é também considerado uma ferramenta de exorcismo, uma espécie de para-raios que liberta as almas dos tormentos do demónio.
A sua função de eixo do mundo centraliza o poder e a energia positiva. Segundo a tradição tem também propriedades mágicas já que na mão dos santos realiza milagres e na mão das fadas torna-se na sua varinha de condão com que transformam o mundo.
Na antiga China, o bastão era simbolicamente usado no ano novo para expulsar as más influências. No taoismo, os mestres são representados com um bastão vermelho que possui sete ou nove nós, consoante simbolize as sete ou as nove provas que o iniciado tem de passar para atingir o conhecimento e efetuar a sua viagem para os céus.
O bastão é também o cabo da vassoura das feiticeiras, que na Idade Média eram representadas voando para o seu encontro ritual do Sabat. O bastão é um dos elementos do Caduceu, e aqui ele simboliza o eixo ou centro do mundo e o equilíbrio, a paz ou a justiça, sendo assim também o sentido dos bastões de Esculápio e de Hígio.
Moisés tinha uma vara, ou bastão, que se transformou em serpente como prova do poder de Deus ou da transformação operada no mundo pelo espírito divino. O bastão é também o símbolo do ensino, da transmissão do conhecimento do mestre ao aluno e do poder que esse mesmo conhecimento pode ter. Na Grécia, o bastão era usado pelos magistrados e pelas altas patentes do exército, mas também pelos mestres que usavam um bastão vermelho que era a cor usada pelos heróis. O bastão é por vezes substituído por uma bandeira nas procissões e nas cerimónias das confrarias religiosas.
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